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PF investiga se avião pilotado pelo santareno Toninho Sena, pertence à facção criminosa

Polícia Federal aponta que o avião foi comprado por grupo criminoso em Rondônia; piloto passou 40 dias desaparecido nas matas do Pará e Amapá, após a queda do avião, em janeiro

PF investiga se avião pilotado pelo santareno Toninho Sena, pertence à facção criminosa Avião Cessna 210 PT-IRJ desapareceu em viagem de Alenquer para a região de garimpo, no Pará (Foto: Reprodução/Redes Sociais) Notícia do dia 11/06/2021

DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - A Polícia Federal investiga se o avião pilotado pelo santareno, Antônio Sena, o ‘Toninho’, que caiu em janeiro, deste ano, nas matas do Pará, pertence a uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas. O acidente deixou o piloto desaparecido por quase 40 dias. Ele foi encontrado com vida, no dia 5 de março.

 

A apuração faz parte da Operação Hesíodo, deflagrada nesta quinta-feira (10/6), com o objetivo de desarticular facção criminosa com ramificação em vários estados da federação, inclusive no estado do Maranhão, responsável por tráfico de armas, drogas, crimes violentos e lavagem de dinheiro.

 

Conforme informações do G1, investigações da PF apontam que o avião monomotor Cessna AirCraft-210L, prefixo PT-IRJ, foi comprado pelo grupo criminoso em Rondônia. A aeronave teria sido registrada no nome de um “laranja”.

 

O blog do Jeso revelou que no site da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o avião monomotor está registrado em nome de Edwaldo Cesar Caldeira da Silva.

 

A aeronave pilotada por Toninho caiu "de bico" em um igarapé, no dia 28 de janeiro deste ano. O piloto santareno foi encontrado vivo, 36 dias depois, vagando nas matas próximo ao município de Laranjal do Jari, na divisa entre Pará e Amapá.

 

Ele foi resgatado por catadores de castanha no dia 5 de março. O caso ganhou repercussão nacional.

 

A OPERAÇÃO DA PF

A PF representou judicialmente perante o Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de São Luís/MA, especializada em crimes praticados por organizações criminosas.

 

Foram deferidos 24 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de prisão temporária, além de constrição patrimonial. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Caxias/MA, Timon/MA e Teresina/PI.

 

A investigação faz parte do desdobramento de um inquérito policial instaurado inicialmente para investigar grupos criminosos com envolvimento em roubos contra instituições financeiras e a transportadoras de cargas no interior maranhense.

 

Segundo a PF, os investigados da operação Hesíodo tinham tarefas bem definidas dentro do grupo criminoso. Alguns com a incumbência de serem o braço armado do grupo, realizando cobranças de dívidas, outros por realizarem a venda de drogas e armas e alguns por serem operadores financeiros para lavagem de dinheiro.

 

Para cumprimento das medidas cautelares foram empregados 102 Policiais Federais, com apoio da Polícia Civil de São Luís, que trouxe cães farejadores,  além dos grupos táticos do Comando de Operações Táticas – COT e apoio aéreo do Comando de Aviação Operacional – CAOP, grupos esses especializados em operações de alto risco.