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Ricardo Barros, líder de Bolsonaro, vira sócio de empresa que explora manganês ilegal no Pará

Deputado foi autor de requerimento que aprovou urgência ao PL que libera mineração em terras indígenas

Ricardo Barros, líder de Bolsonaro, vira sócio de empresa que explora manganês ilegal no Pará Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro ( Antonio Cruz- Agencia Brasil) Notícia do dia 23/05/2022

DEAMAZÔNIA BRASÍLIA - O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, virou sócio de uma empresa que está investindo na extração de manganês em Marabá, São Felix do Xingu, Novo Repartimento e Rio Bonito, no leste do Pará.

 

Ricardo Barros é autor do requerimento que aprovou a urgência do PL 191, em março deste ano, que libera a mineração em terras indígenas. A informação é do site Brasil de Fato.

 

Barros abriu em agosto de 2020 a RC6 Mineração, sediada no Paraná, seu estado natal, dois dias antes de virar o líder de Bolsonaro na Câmara. Porém a empresa dele não tem habilitação na Agência Nacional de Mineração para atuar na área.

 

Foi aí que a empresa do deputado passou a compor, em março de 2022, o quadro societário da Sulpar Mineração, fundada em 31 de março, com sede no município de Marabá. A Sulpar trabalha com envio de manganês para o exterior.

 

A mineração em Marabá é marcada pela extração ilegal de manganês, além do desmatamento, garimpo e grilagem de terra.  

 

Em consulta feita pelo site Brasil de Fato na Receita Federal, não existe nenhuma solicitação realizada pela Sulpar para liberação de lavras e licenças junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) e também não localizou nenhuma atividade pública da empresa, até o momento.

 

Porém, o sócio de Barros, na Sulpar, o empresário Giovanni Ribeiro Amorim, teria outra empresa de mineração: a GR Amorin Minerais, na qual é o único sócio.

 

Brasil de Fato identificou 12 requerimentos de mineração feitos pela GR Amorin Minerais à Agência Nacional da Mineração (ANM) entre 2018 e 2021, para explorar minério no subsolo de áreas próximas de Terras Indígenas.

 

CPI da Vale

No Pará, a Assembleia Legislativa do Estado, instalou uma CPI que investiga a exploração de minério da Vale, na mesma região paraense que está instalada a empresa Sulpar, da qual o deputado Ricardo Barros virou sócio.