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Comitê Técnico apresenta três calendários de retorno para escolas particulares do Pará

Protocolo para volta às aulas presenciais foi avaliado, mas depende da autorização do governo do Estado; veja

Comitê Técnico apresenta três calendários de retorno para escolas particulares do Pará A reunião ocorreu na sede da PGE, com o Comitê da Sespa e representantes de escolas particulares e de associações de pais e alunos (Foto: Jader Paes / Agência Pará) Notícia do dia 27/08/2020

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - Representantes de escolas particulares e de associações de pais e alunos assistiram na tarde desta quarta-feira (26) à apresentação do relatório técnico elaborado para auxiliar o Governo do Pará na tomada de decisões relacionadas à volta às aulas presenciais, suspensas desde o início da pandemia de Covid-19. Durante o encontro, mediado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), na sede do órgão, foram detalhados os critérios da análise e o cronograma sugerido para o retorno gradual das atividades escolares.

 

Foram apresentadas três possibilidades de calendários, considerando as faixas etárias dos estudantes. Para o Ensino Infantil e Fundamental, com base na capacidade física e estrutural das salas de aula, em 1º de setembro, 25% de ocupação; em 8 de setembro, 50%; em 22 de setembro, 75%, e em 29 de setembro, 100%.

 

Para escolas de Ensino Médio, o cronograma seria de 50% no dia 1º de setembro; 75% no dia 15 de setembro e 29 de setembro, 100%. Para o Ensino Superior deve ser seguido um ordenamento semelhante, que ainda será divulgado.

 

Nos estabelecimentos onde há turmas de todas as idades, o cronograma será mais específico. A retomada deve priorizar o Ensino Médio e o Ensino Infantil, voltando 25% da capacidade no dia 1º de setembro e 50% no dia 8 de setembro. Ainda no dia 8 retornam os alunos do Ensino Fundamental, mas somente 25% do total. No dia 15 de setembro estaria permitida a volta de 50% para três turmas. Nos dias 29 de setembro e 6 de outubro, respectivamente, 75% e 100%, para todas as salas.

 

A proposta leva em consideração o cruzamento de dados entre o número de leitos pediátricos disponíveis, a letalidade da Covid-19 entre crianças e adolescentes até os 19 anos e o atual estágio de manifestação do vírus nesta faixa etária - em que a maioria dos casos é assintomática ou com sintomas leves, sem necessidade de internação.

 

É de 11% (18,1 mil) o percentual de crianças nos casos gerais da infecção no Pará. Desses, 0,4% (68) foram a óbito, segundo análise feita entre 1º de março e 25 de agosto, pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde e pela Diretoria de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

 

Sala de Acolhimento

Em toda e qualquer situação há regras comuns: distanciamento de no mínimo um metro entre as carteiras; estabelecimento de horários diferenciados de entrada, intervalo e saída para as turmas, a fim de evitar aglomerações, e o protocolo de higienização obrigatório (uso de máscara, álcool em gel, lavar as mãos etc.).

 

Em todas as escolas deverá ser criada uma sala de acolhimento para atender estudantes que apresentem sintomas de infecção pelo novo coronavírus durante as aulas. Se for detectado o sintoma em casa, os pais devem comunicar a escola e não permitir a ida do aluno ao ambiente escolar.

 

Nos dois casos, a Sespa deve ser comunicada do ocorrido em até 24 h. Será ainda criado um serviço, denominado Teleped, em que pais, alunos, professores e outros profissionais da Educação poderão tirar dúvidas sobre a doença por telefone.

 

Representação

O documento foi elaborado pelo Comitê Técnico Assessor de Informações Estratégicas e Respostas Rápidas à Emergência em Vigilância em Saúde Referentes ao Novo Coronavírus, composto por representantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), Uepa, Sespa, Laboratório Central do Pará (Lacen), Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, Instituto Evandro Chagas (IEC) e profissionais de saúde com larga experiência. Todas as avaliações são submetidas à PGE. 

 

O titular da Procuradoria-Geral, Ricardo Sefer, antes da apresentação do conteúdo reforçou que em qualquer linha adotada pelo governo do Estado na retomada das aulas o sucesso de qualquer flexibilização dependerá, fundamentalmente, do empenho de todos os envolvidos - pais, alunos, professores e funcionários - no cumprimento dos protocolos estabelecidos.

 

"Estas informações aqui anunciadas não possuem a autorização formal por parte do governador do Estado, e não consideram questões econômicas ou sociais, e sim epidemiológicas, somente. Nós adiantamos que não haverá espaço para negociação ou flexibilização, mas sim de ajuste técnico. Será mais um desafio ao processo educacional, mas precisamos nos adaptar", reforçou.

 

Maria Beatriz Padovani, que preside o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Pará, declarou ter saído do encontro com as melhores expectativas sobre uma possível volta ao ensino presencial.

 

"Durante todo esse diálogo trabalhamos com a questão técnica, da responsabilidade com a saúde, e a partir dos critérios que nos foram apresentados. Entendemos que, por todo o processo de negociação, havendo um parecer favorável, muito provavelmente a gente vai poder vislumbrar a volta, enquanto aguardamos o decreto do governador. Saímos com um horizonte de planejamento", afirmou.

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