Povos Indígenas do Oeste do Pará ocuparam a Câmara de Santarém, nesta segunda (9) - Foto: Camila Sampaio
Notícia do dia 10/02/2026
DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - Até ontem (10/2), o dia em que a Câmara de Santarém foi novamente ocupada pelos povos originários do Baixo Tapajós, a presidência do Poder Legislatio recebeu três pedidos de cassação do mandato do vereador Malaquias José Mottin (PL) por suposta quebra de decoro parlamentar.
Na segunda-feira (09), o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA) e o vereador do PT, Biga Kalahare também protocolaram pedidos de impeachment contra o parlamentar, após um episódio ocorrido durante manifestação indígena no cruzamento da avenida Tapajós com a BR 163, que liga Santarém a Cuiabá.
Na ocasião, o parlamentar avançou com o carro que dirigia contra um dos manifestantes. Malaquias disse depois que agiu para defender sua integridade física. O pedido de impeachment foi assinado pelo presidente do Cita, Lucas Tupinambá.
No domingo (08), um morador de Santarém filiado ao PL, também havia protocolado pedido de cassação do mandato do vereador bolsonarista.
Malaquias ficou conhecido por ser um contumaz propagador de fake news e de repetidos ataques preconceituosos aos povos originários.
Em recente entrevista a um portal de Juruti, o vereador Malaquias afirmou que não existe aquecimento global e que a discussão internacional trata-se de ‘neurose ambiental’.
O vereador bolsonarista disse também que não há poluição por mercúrio no rio Tapajós, em Alter do Chão, e que o assunto é narrativa de OGNs, ambientalistas e indígenas. Sem apresentar nenhuma comprovação do que falou, Malaquias afirmou ainda que argumenta com propriedade porque conhece do ‘riscado’.