menu

Polícia prende suspeitos de participação nas mortes do cemitério clandestino de Ananindeua

Um homem foi preso e um adolescente apreendido; terceiro envolvido foi morto em troca de tiros

Polícia prende suspeitos de participação nas mortes do cemitério clandestino de Ananindeua (Foto: Divulgação) Notícia do dia 24/06/2021

DEAMAZÔNIA ANANINDEUA, PA - Um homem foi preso e um adolescente foi apreendido na manhã desta quarta-feira (23) suspeitos de envolvimento na morte de pelo menos quatro pessoas, encontradas em um cemitério clandestino do município de Ananindeua, na grande Belém.

 

Um terceiro suspeito, apontado como líder da associação criminosa, resistiu à ordem de prisão, efetuou vários disparos contra os policiais, e houve troca de tiros. Mesmo socorrido e levado a uma unidade de saúde, o suspeito morreu. 

 

A operação da Polícia Civil do Pará, deflagrada na manhã desta quarta-feira (23) cumpriu mandados de prisão e busca em apreensão em Belém e Ananindeua. Com o adolescente apreendido, a polícia encontrou o telefone celular que pertencia ao bombeiro militar Alan Tadeu Neco Vieira, de 26 anos, uma das vítimas do crime. 

 

Apesar das prisões, o caso segue sendo investigado pela Divisão de Homicídios.

 

A operação Tânatos foi coordenada pela Divisão de Homicídios (DH) e é consequência de uma força-tarefa instalada na Divisão de Homicídios desde a ocorrência do crime.

 

Durante as investigações, que reuniram mais de 100 agentes, com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), também foram apreendidos documentos, uma arma de fogo e celulares dos envolvidos.

 

AS VÍTIMAS

O cemitério clandestino, que fica no bairro das Águas Brancas, foi descoberto pela polícia na última sexta-feira (11). No local, haviam quatro corpos e dois deles foram identificados: o bombeiro Alan Tadeu Neco Vieira, de 26 anos, e Rômulo Matheus Farias Xavier, de 23 anos.

 

Outros dois corpos, de um homem e de uma mulher, ainda não foram identificados, segundo a Polícia e estão no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC), em Belém. Os corpos devem passar por exame de comparativo genético com familiares. O teste é necessário em consequência do estado avançado de decomposição em que foram encontrados.

 

Em um levantamento preliminar, foi constatado que nenhuma das vítimas tem passagem registrada pela polícia. A ligação entre as vítimas ainda está sendo alvo de investigação. 

 

A resposta rápida nas investigações, apenas 13 dias após a localização das vítimas, foi uma determinação do delegado-geral da Polícia Civil, Walter Resende: "A força-tarefa foi composta por inúmeros agentes da Polícia Civil, além da participação direta de outros órgãos que compõem o sistema de segurança pública, como CPC Renato Chaves, Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, além do reforço e parceria do Ministério Público Estadual. Todos os mandatos foram feitos com provas contundentes que todos os alvos tinham ligação com o crime", disse. 

 

QUARTO SUSPEITO

Ainda segundo o delegado-geral, um quarto envolvido no crime estava se abrigando na casa de parentes no interior do Estado, mas no último fim de semana, ele se envolveu em uma briga, foi atingido com tiros de arma de fogo e morreu. 

 

A Operação continua e as diligências estão sendo feitas na capital e no interior do Estado. Quem tiver informações que possam ajudar na investigação, pode repassar para o Disque-Denúncia, 181. A ligação é gratuita e o sigilo é garantido. 

Tags:

Veja Também