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MPF/PA pede cancelamento de cadastros ambientais de assentamento do Incra em Itaituba

MPF/PA diz que registros de terras foram concedidos a fazendeiros e donos de sítios de Assentamento Agroextrativista

MPF/PA pede cancelamento de cadastros ambientais de assentamento do Incra em Itaituba (Foto: Reprodução) Notícia do dia 23/12/2019

DEAMAZÔNIA ITAITUBA, PA - O Ministério Publico Federal do Pará (MPF/PA) quer que a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado (Semas/PA) cancele imediatamente os Cadastros Ambientais Rurais concedidos na mesma área de um assentamento do Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, no município de Itaituba, sudoeste paraense.

 

De acordo com o MPF/PA, 22 cadastros foram concedidos para fazendas e sítios dentro do Assentamento Agro Extrativista Montanha e Mangabal, após a criação do Projeto.

 

À superintendência do Incra de Santarém, o MPF recomendou que a autarquia atue junto à Semas para que sejam feitos os cadastros das áreas de assentamento para evitar que sejam outorgados CARs individuais em sobreposição às áreas do projeto.

 

Na recomendação, o Procurador da República HUGO CHARCHAR alerta que cadastro ambiental rural tem sido frequentemente utilizado como ferramenta de grilagem de terras, provocando acirramento de conflitos no campo.

 

O documento foi enviado pelo MPF à Semas e ao Incra na última quarta-feira, dia 18. Semas e Incra tem 15 dias para se manifestar. O prazo começa a contar a partir do recebimento do documento.

 

Na sexta-feira (20), o Incra afirmou não foi oficialmente comunicado e que, por ora, não vai se manifestar sobre o assunto.

 

A Secretaria de Meio Ambiente do Pará disse que o Cadastro Ambiental Rural é autodeclaratório. E que valida ou não o cadastro após análise técnica que leva em consideração fatores como a possível sobreposição de áreas.

Fonte: Agência Nacional

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