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Justiça condena ex-prefeito de Aveiros a devolver R$ 2 millhões e o torna inelegível

Olinaldo Fuzica foi condenado por não repassar à Caixa valores de empréstimos consignados descontados de servidores municipais

Justiça condena ex-prefeito de Aveiros a devolver R$ 2 millhões e o torna inelegível Ex-prefeito de Aveiros, Olinaldo Fuzica Notícia do dia 24/07/2025

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - A Justiça Federal acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e, no último dia 20, determinou a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito de Aveiro (PA), Olinaldo Barbosa da Silva, o Fuzica, por dez anos.

 

A decisão torna-o inelegível e se soma a uma condenação anterior, na mesma ação, que já o havia sentenciado a devolver mais de R$ 2 milhões à Caixa Econômica Federal por atos de improbidade administrativa.

 

Fuzica foi prefeito por dois mandatos. O último foi entre 2013 a 2016. 

 

O processo teve início com uma ação civil pública do MPF, que acusou o ex-prefeito de não repassar à Caixa valores que foram descontados da folha de pagamento de servidores municipais para quitar empréstimos consignados.

 

Segundo a investigação, as irregularidades ocorreram em dois períodos do seu mandato (2013-2016): de janeiro a julho de 2013 e de abril de 2014 a abril de 2015, totalizando um prejuízo de R$ 2.066.256,60.

 

Na ação, o MPF argumentou que Olinaldo Barbosa da Silva, como ordenador de despesas, praticou ato de improbidade que causou lesão aos cofres públicos e atentou contra os princípios da administração pública. Em sua defesa, o ex-prefeito alegou que o município não possuía verbas suficientes para realizar os repasses, justificativa que foi rejeitada pela Justiça.

 

Devolução, multa e recurso – Em uma primeira sentença, de abril de 2024, a Justiça Federal já havia julgado procedente o pedido do MPF para condenar o ex-prefeito por causar dano ao erário.

 

A decisão determinou a devolução integral do valor desviado, o pagamento de uma multa civil de mesmo montante e a proibição de contratar com o Poder Público por dez anos. No entanto, a sentença não aplicou a sanção de suspensão dos direitos políticos.

 

Diante disso, o MPF recorreu, apontando que a sentença estava omissa por não ter se manifestado sobre a suspensão dos direitos políticos, uma das penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa.

 

No recurso, o MPF defendeu que a sanção seria “proporcional e adequada”, tendo em vista que o ato foi praticado no exercício de um cargo político, revelando desprezo com as responsabilidades da gestão pública.

 

Ao acolher integralmente os argumentos do MPF, a Justiça Federal proferiu uma nova decisão, corrigindo a omissão e acrescentando a pena.

 

A nova decisão destacou que a conduta do ex-prefeito evidenciou “desrespeito aos deveres de probidade, lealdade institucional e zelo pelo interesse público, configurando hipótese de manifesta ofensa à moralidade administrativa e quebra da confiança depositada pelo eleitorado, legitimando, assim, a aplicação da sanção”.

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