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Jararacas do Museu da Amazônia serão utilizadas em projeto de pesquisa inédito

Pesquisa será desenvolvida pela UNAMA, de Santarém, Instituto Butatan (AM), UFAM e UFOPA.

Jararacas do Museu da Amazônia serão utilizadas em projeto de pesquisa inédito jararacas-do-norte (Bothrops atrox) Notícia do dia 22/07/2019

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM- Na terça-feira (03/9) um grupo de pesquisadores vai fazer a extração do veneno de oito jararacas-do-norte (Bothrops atrox) no Museu da Amazônia (Musa), localizado na avenida Margarita (antiga Uirapuru), Cidade de Deus, em Manaus (AM). 

 

O serpentário do Musa é um criadouro científico de animais peçonhentos da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT/HVD). O trabalho faz parte do projeto de pesquisa de pós-doutorado da bióloga Valéria Mourão de Moura que é supervisionado pelo Dr. Wuelton Marcelo Monteiro, do Centro de Pesquisa Clínica em Envenenamento por Animais (CEPCLAM/FMT).

 

Para extração dos venenos foi confeccionada uma caixa especial. Nela será colocada a serpente sob uma proteção e gelo seco para anestesiar o animal. A extração de veneno será feita pelo pesquisador Hipócrates de Menezes Chalkidis da Universidade da Amazônia (Unama) de Santarém (PA), com acompanhamento do responsável pela manutenção das serpentes no Musa, o veterinário Anselmo d’Affonseca.

 

Após extração, serão analisadas individualmente em laboratório a composição química dos venenos em parceria com Instituto Butantan, e as atividades biológicas em parceria com Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

 

O objetivo é verificar se os venenos das serpentes do Amazonas têm composição e atividades biológicas semelhantes aos de B. atrox coletadas em outros estados, como Pará. Além disso, avaliar o poder neutralizante do antibotrópico frente às ações do veneno.

 

As informações geradas por esse estudo poderão fornecer subsídios para o conhecimento do Acidente Ofídico causado por B. atrox, bem como a correlação das toxinas presentes no veneno e seus efeitos induzidos nos pacientes do Amazonas. Já há estudos de pesquisas relativas a B.atrox para o tratamento de doenças neurodegenerativas (DN), incluindo doença de Alzheimer e a doença de Parkinson.

 

A Amazônia possui a maior concentração de diversidade de espécies de serpentes, no país, mas o conhecimento cientifíco de extração do veneno para tratamento de doenças ainda é desconhecido.  

 

Sobre o Musa 

O Museu da Amazônia faz parte da rede de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) dedicada ao estudo das toxinas, liderada por Osvaldo Augusto Brazil Esteves Sant'Anna do Instituto Butantan. Com isso tem contribuído de forma significativa para impulsionar a produção de pesquisas científicas na região.

 

O Musa foi criado em janeiro de 2009 como uma associação civil, de direito privado e sem fins lucrativos e ocupa 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke, na zona Norte de Manaus.

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