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Indígenas afirmam que só desocuparão Seduc após Helder revogue lei do Somei

Mesmo após ordem judicial, indígenas seguem há 13 dias com ocupação da Seduc, em Belém

Indígenas afirmam que só desocuparão Seduc após Helder revogue lei do Somei Indígenas afirmam que só desocuparão Seduc após Helder revogue lei do Somei Notícia do dia 26/01/2025

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - Mesmo após ordem judicial, mais de  200 indígenas das etnias Tupinambá, Borari, Munduruku, Arapiuns, Tembé, Tupaiú e Waiwai seguem com a ocupação da Secretaria Estadual de Educação, localizada na avenida Augusto Montenegro, em Belém.

 

Lideranças indígenas, que ocupam há 13 dias o prédio da Seduc, disseram que o movimento prossegue até que o governador Helder Barbalho converse com eles.

 

Na sexta-feira (24), o governador reuniu, em Belém, o Grupo de Trabalho, no Palácio dos Despachos, um  Grupo de Trabalho (GT), instituído pelo Decreto Estadual Nº 4.430/2025, que elabora a Política Estadual de Educação Escolar Indígena.

 

As lideranças que estão na Seduc disseram que os protestos só irão encerrar depois que Helder Barbalho revogue a lei da Lei 10.820/2024, que institui o ensino educacional a distância nas aldeias.

 

Na reunião, o governador assegurou que o Sistema de Organização Modular de Ensino ​Indígena (SOMEI) será presencial e anunciou a gratificação de nível superior em 80%, a realização de concurso público para os professores, a garantia de remuneração mais alta no Somei e a criação de um Conselho Estadual de Educação Indígena.

 

A Federação dos Povos Indígenas do Estado do Pará (Fepipa) participou da reunião com o governador.   

 

Porém, os manifestantes ignoraram a posição do governo.

 

Em Nota de Repúdio, eles disseram que o governo do Pará ignora a pauta do movimento e que o acordo com a Fepipa não representa as etnias, que protestam com bloqueio nas rodovias e na Seduc.

 

As lideranças do Baixo Tapajós não mandaram representantes para a reunião com o governador.

 

“A pauta segue a que sempre foi: revogação da lei 10.820/2024. Só sairemos quando formos ouvidos”, diz trecho da nota de Repúdio.

 

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