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Governo do PA intensifica fiscalização ambiental com base em dados do Inpe

Pará registrou 80% de desmatamento nos primeiros 15 dias de julho, 50% maior do que todo o mês de julho de 2018

Governo do PA intensifica fiscalização ambiental com base em dados do Inpe Governo do Pará solicitou pronta ação do Governo Federal em ações contra o desmatamento. Foto: Divulgação Notícia do dia 23/07/2019

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) passará a ter maior poder ostensivo para realizar operações de fiscalização e investigação nas reservas estaduais com foco no combate ao desmatamento. A determinação da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) segue uma orientação do próprio governador, Helder Barbalho, que está também solicitando pronta ação do Governo Federal, já que cerca de 80% do desmatamento registrado no Estado só nos primeiros 15 dias de julho - 50% maior do que todo este mesmo mês no ano de 2018 - ocorreram em terras pertencentes ou administradas pela União.

 

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre 1º e 15, a Amazônia perdeu 980 km² de florestas - foram 600 km² durante todo este mês no ano passado. No Pará, também na primeira quinzena, essa extensão foi de 274 km², o que significa um acréscimo de mais de 50% em relação a julho de 2018. O inverno amazônico extremamente chuvoso atrapalhou o monitoramento via satélite das derrubadas, então somente agora, no período mais quente, está sendo possível mensurar o tamanho do dano ao meio ambiente.

 

Queimadas

 Por conta do tempo mais seco, com menos chuva e baixa umidade, a Semas fica em alerta para a maior possibilidade das ocorrências de incêndio. O monitoramento do número de focos é feito pelo Programa Queimadas, também do Inpe. A Secretaria elabora boletins com informações de localização e quantidade de focos detectados por município e também em áreas específicas - unidades de conservação e terras indígenas.

 

O monitoramento intenso vem ajudando a diminuir o número de queimadas no Pará. Nos dez primeiros dias de julho do ano passado, foram detectados 204 focos, e para o mesmo período de 2019 a análise aponta 102, uma redução de 50%. Entre 1º de janeiro e 10 julho de 2018, a queda foi de 35%: 1.372 focos registrados contra 914 esse ano.

 

Ponderação

 Segundo o governador, a vocação do Pará ao agronegócio é questão posta, tanto que a área já antropizada representa 28% do território paraense. "Mais do que suficiente para gerar riqueza", atesta. A partir desse entendimento, em todos os debates realizados com o segmento, o governo reforça como questão de razoabilidade que não há mais necessidade de expansão das áreas de cultivo e conta com o apoio de entidades como Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), que lançou o programa Desmatamento Zero.

 

"Precisamos trabalhar urgentemente as vocações econômicas sob o conceito de Floresta em Pé e da atividade madeireira focada no reflorestamento, não mais da derrubada de área intocada. É fundamental que haja uma mensagem institucional clara: quem trabalhar dentro da lei terá o apoio do governo, mas quem estiver errado, enfrentará os rigores da legislação", defende o chefe do Executivo Estadual.

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