Presidente Bolsonaro acordou nesta segunda gorda de carnaval anunciando Lava Jato na Educação
Notícia do dia 04/03/2019
DEAMAZÔNIA BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro acordou nesta segunda-feira (4) anunciando que vai determinar a Polícia Federal, Ministério da Justiça, Controladoria Geral da União e Ministério da Educação a iniciar uma campanha de investigação contra professores, estudantes e funcionários de escolas e de universidades. “Sabemos que isto pode acarretar greves e movimentos coordenados", afirma o presidente da República.
O carnaval 2019 foi marcado por protestos contra o governo Bolsonaro em várias capitais do país.
Chamada de ‘Laja Jato da Educação’, o presidente prevê que esta ação poderá ter reações contrárias ao governo, mas diz que este ato é para o bem do país. Pelas declarações do presidente, poderá haver ainda cortes de verbas na educação. Em 2018, com Michel Temer a Educação já sofreu uma redução orçamentária para R$ 144 bilhões.

O presidente quer rever os temas ensinados nas salas de aula e insinua que universidades e escolas são usadas para fazer política. “Há algo de muito errado acontecendo: as prioridades a serem ensinadas e os recursos aplicados. Para investigar isso, o Ministério da Educação junto com o Ministério da Justiça, Polícia Federal, Advocacia e Controladoria Geral da União, criaram a Lava-Jato da Educação”, afirma.
Em nem um momento o presidente fala em investigar gestões no Ministério da Educação.
Em três tweets, Bolsonaro compara os anos de 2003 a 2016. Ele diz que em 2003 o Mec gastava R$ 30 bilhões em educação e em 2016 passou a gastar quatro vezes mais, o que totaliza R$ 130 bilhões.
O presidente diz ainda que apesar deste alto investimento, o Brasil ocupa os priores lugares no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA)" e que os professores estão ensinando mal os alunos. Bolsonaro já fez várias declarações afirmando que professores usam escolas e universidade para disseminar viés ideológico-político.
’Há algo de muito errado acontecendo: as prioridades a serem ensinadas e os recursos aplicados’, escreveu.

O presidente já havia anunciado acabar com eleição direta de reitores nas universidades e institutos federais. Agora, Bolsonaro é que escolheria esses reitores. E pelas novas mexidas que o governo dá, não será novidade se os reitores forem militares também.
Vem aí repressão contra professores e estudantes.

