Hospital Municipal Dr. Alberto Tolentino Sotelo, em Santarém (Foto: Natashia Santana/Ascom HMS)
Notícia do dia 23/05/2021
DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA – Alvo de investigação do MPPA (Ministério Público do Pará) por suspeita de irregularidades, o Instituto de Desenvolvimento Social Ágata suspendeu, por meio de Comunicado Oficial, no dia 20 de maio, a convocação de novos aprovados no Processo Seletivo Simplificado (PSS n° 02/2021) de profissionais da saúde para atuarem no Hospital Municipal de Santarém, Oeste do Pará e UPA 24h, da cidade.
É o que informa o blog do Jeso Carneiro.
A empresa, com sede em Belém, foi contratada pela Organização Social (OS) Mais Saúde para realizar o certame.
O Instituto Ágata já havia divulgado o resultado preliminar do PSS, realizado no mês passado, em Santarém, para ocupação de quase 60 cargos nas duas unidades de saúde pública do município.
Em Comunicado Oficial, deste dia 20 de maio, o Instituto Ágata afirma que o MPPA solicitou “adoção de medidas necessárias para garantir a legalidade do Processo Seletivo” e que a empresa irá “reavaliar os recursos apresentados contra o resultado preliminar do Processo Seletivo”.
“Estão suspensas temporariamente as entrevistas [dos candidatos aprovados na primeira fase] em andamento e retomarão após nova convocação”.
Segundo o blog do Jeso, a empresa responsável pelo PSS diz ainda que a publicação do resultado retificado deve se feita na terça-feira (25/5).
“Serão devidamente publicadas as respostas dos Recursos, os Resultado Final Retificado e a nova Convocação para as entrevistas em data provável do dia 25 de maio de 2021, já atendidas as ponderações do Órgão Ministerial”, diz a Nota.
A DENÚNCIA
O Ministério Público do Pará (MPPA) instaurou processo de investigação do Processo Seletivo, na semana passada, quarta-feira (19), a partir de denúncias anônimas protocoladas junto a 9ª Promotoria de Justiça (Probidade Administrativa).
O promotor de Justiça Diego Belchior Santana está à frente do caso.
Conforme a denúncia, os candidatos que concorriam a vagas no Processo Seletivo, que deveriam ter sido desclassificados na primeira fase da seleção – por, segundo o documento, não terem apresentado diploma atestando sua qualificação profissionai para o cargo pleiteado – foram aprovados e classificados para a fase seguinte.
De acordo com a denúncia, o ato fere regras estabelecidas no edital (item 4.2).
VEJA O COMUNICADO:


