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Embaixadora da Ucrânia na ONU responde a Bolsonaro: "não há espaço para neutralidade"

Presidente Bolsonaro disse que Brasil não vai adotar "nenhuma sanção ou condenação ao presidente Putin"

Embaixadora da Ucrânia na ONU responde a Bolsonaro: Presidente Jair Bolsonaro Notícia do dia 28/02/2022

BRASÍLIA - A embaixadora ucraniana na ONU, Yevheniia Filipenko, questionada por Jamil Chade, do UOL, sobre a posição de Jair Bolsonaro (PL) acerca da neutralidade do Brasil diante da guerra entre Rússia e Ucrânia, afirmou que "não há espaço" para a isenção.

 

"Não há espaço para neutralidade na situação atual. Todos precisamos nos levantar para defender nossos princípios básicos. Eles garantem a todos os países sua soberania, integridade territorial e existência", afirmou, pressionando o Brasil: "só há espaço para ação, para colocar fim às agressões e colocar um fim aos ataques".

 

Filipenko defendeu que os países devem "tomar a decisão de ficar do lado certo da história" e afirmou que as relações bilaterais entre Brasil e Rússia "não interessam nesse momento". "O que importa é a resposta conjunta diante das violações. Se fracassarmos agora, então ninguém estaria seguro nesse planeta. Nem aqui e nem na América Latina. É sobre nossa segurança que estamos falando".

 

Em coletiva de Imprensa, neste domingo (27), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o voto do Brasil na resolução da ONU. "Não tem nenhuma sanção ou condenação ao presidente Putin", garantiu.

 

"O voto do Brasil não está definido e não está atrelado a qualquer potência. Nosso voto é livre e vai ser dado nessa direção [...]. A nossa posição com o ministro Carlos França é de equilíbrio. E nós não podemos interferir. Nós queremos a paz, mas não podemos trazer consequências para cá", defendeu o posicionamento.

 

Questionado sobre o cerco que o exército russo faz na capital ucraniana, Kiev, Bolsonaro disse que é um "exagero falar em massacre". 

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