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CRM vai investigar médico que coagiu grávida a votar em Bolsonaro, durante o parto, em Belém

Caso absurdo de constrangimento e assédio eleitoral ocorreu na Maternidade do Povo, em Belém (PA); VÍDEO

CRM vai investigar médico que coagiu grávida a votar em Bolsonaro, durante o parto, em Belém CRM vai investigar médico que coagiu grávida a votar em Bolsonaro, durante o parto, em Belém (Reprodução) Notícia do dia 25/10/2022

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará (CRM-PA) vai apurar a conduta de um médico de Belém, identificado como Allan Henrique Fernandes Rendeiro, que, após o parto de um bebê, filmou uma família e pediu que a mãe do recém-nascido declarasse voto em Jair Bolsonaro (PL).

 

As imagens foram compartilhadas pelo próprio profissional de saúde nas redes sociais e mostram a mãe ainda na maca. O caso aconteceu na Maternidade do Povo, na capital do Pará.

 

“Eu sou Gael, já nasci 22 e vou votar no Bolsonaro... Eu vou começar a reclamar aqui no hospital para diferenciar o negócio do pai, eles botam uma roupa vermelha... O doido não vem dizer que vai votar no Lula... Rapaz, tu quer que eu vá já embora e nem opere ela”, diz o médico ao casal, poucos segundos após o bebê vir ao mundo.

 

Rendeiro abordou o pai, que usava uma camisa vermelha, segundo o médico, como parte do traje exigido para a entrada na maternidade.

 

"Eu vou começar a reclamar aqui no hospital. Para diferenciar o negócio do pai, eles botam uma roupa vermelha. O doido não vem dizer que vai votar no Lula. Eu digo: ‘Rapaz tu quer que eu vá já embora e nem opere ela'”, disse o médico.

 

Após a repercussão das imagens, o médico apagou o vídeo. Apesar disso, o CRM informou que teve conhecimento da imagem e vai investigar.

 

"O Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará esclarece que efetivará todas as medidas legais previstas na Lei nº 3.268/57 e Resoluções do Conselho Federal de Medicina, a fim de apurar o fato", diz o órgão, em Nota.

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