Vereador Carlos Martins (Foto: Divulgação/CMS)
Notícia do dia 17/06/2021
DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA – O vereador de Santarém, Oeste do Pará, Carlos Martins (PT), disse em sessão da Câmara Municipal, desta quarta-feira (16/6), que mesmo com um contrato de R$ 5 milhões entre a Prefeitura e o Instituto Mais Saúde, o Hospital Municipal e o Pronto-Socorro, estão sem vários medicamentos e com estrutura precária.
O vereador citou que o Ministério Público do Pará (MPPA), constatou, durante inspeção, que as unidades de saúde, estão com banheiros quebrados e que faltam vários medicamentos nas farmácias, além de uma série de outras irregularidades.
A visita foi registrada, por meio de fotos, que mostram as condições dos prédios, fluxo de atendimento e lotação de pacientes.
“Nós recebemos informações sobre os recursos da média e alta complexidade para Santarém e verificamos que o teto municipal para o HMS é de R$ 2.103.974,24. E lembro também que na reunião com o Instituto Mais Saúde que gerencia a UPA e o HMS fomos informados que o contrato é de mais de 5 milhões de reais por mês”, afirmou Carlos Martins.
“O erro está justamente nesse ponto. Como o município recebe cerca de R$ 2 milhões do SUS e faz um contrato de 5 milhões com a OSS? Essa diferença de 3 milhões é preenchida com recursos próprios e não com recursos do governo federal. É uma conta que não bate, e isso gera uma série de problemas como esses mostrados na inspeção do Ministério público”, completou o petista.
O vereador Carlos Martins voltou a pedir o apoio do governo do Estado do Pará e criticou a terceirização da saúde de Santarém.
“Olhando a prestação de contas de 2019, o recurso total para a saúde foi de 152,7 milhões, e desses, 85,7 milhões vieram do Governo Federal, 60,8 milhões do município e apenas 6,1 milhões do estado. Já em 2020, o recurso total foi de 187,1 milhões, sendo 102 milhões do governo federal; 74,8 milhões do município e somente 10,1 milhões do governo estadual”, explicou Martins.
“Estamos vendo claramente uma ausência do estado em relação a saúde em Santarém. E vendo isso, ainda iremos continuar esperando essa parceria acontecer ou vamos exigir que o estado repasse mais recursos para o HMS? Porque a situação é urgente e grave, nosso município está sangrando. [...] Essa situação também é resultado de uma decisão desta Casa de aprovar a lei da terceirização da saúde, enquanto o orçamento municipal não permitia isso”, finalizou.

