Carlos Martins diz que sindicância não pode ser conduzida pela Vigilância e Semsa e pediu afastamento dos envolvidos
Notícia do dia 05/04/2021
DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - Na sessão desta segunda-feira (05), o vereador Carlos Martins (PT) se posicionou sobre o evento autorizado pela Vigilância Sanitária, ocorrido em Alter do Chão neste final de semana. A programação contou com a participação de pelo menos 100 pessoas e fugiu de todos os protocolos contra a Covid-19.
"Eu custei a acreditar que realmente tinha sido liberado esse evento, em local público, invadindo a praia, nesse momento em meio a pandemia que estamos vivendo, eu pensei que fosse até uma notícia que não fosse verdadeira. Infelizmente, confirmamos que o evento realmente havia sido liberado pela prefeitura de Santarém, por meio da Vigilância Sanitária, e que o comitê de crise não foi consultado, o que mostra um descrédito ainda maior com o comitê”, protestou Martins.
O parlamentar ainda comentou sobre a nota do Conselho Comunitário da Vila Balneária. “O conselho comunitário informou que não existiu diálogo com a comunidade, e um dos membros da associação dos empreendedores de turismo questionou sobre a não liberação também das praias, já que tal evento foi autorizado”, acentuou.
Carlos Martins pediu ainda que a Sindicância Administrativa para apurar a autorização do evento não pode ser conduzida pela Vigilância Sanitária e nem pela Secretaria Municipal de Saúde, mas por outro órgão da municipalidade.
“Eu entendo que nesta situação a vigilância sanitária agiu de forma amadora, mostrou que não tem conhecimento da sua autoridade, e desta forma este órgão demonstra que não tem condições de instaurar qualquer procedimento. Quem tem que ser investigado são as próprias pessoas da Secretaria de Saúde e da Vigilância Sanitária que autorizaram esse evento. Reforço ainda, a opinião de que essas pessoas provavelmente deveriam ser afastadas do cargo durante as investigações”, concluiu.

