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Após R$ 1,1 milhão apreendido em avião, prefeito reeleito de Tucuruí (PA) é alvo de operação da PF

Agentes da PF cumprem 11 mandados de busca e apreensão em Tucuruí, Belém e São Paulo

Após R$ 1,1 milhão apreendido em avião, prefeito reeleito de Tucuruí (PA) é alvo de operação da PF Prefeito reeleito de Tucuruí, Alexandre Siqueira ( DIVULGAÇÃO) Notícia do dia 30/01/2025

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - A Prefeitura de Tucuruí (PA) e o prefeito reeleito da cidade, Alexandre Siqueira (MDB), são alvos de operação da Polícia Federal deflagrada, nesta quinta-feira (30/1), por desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro durante a campanha eleitoral de 2024.

 

O prefeito é alvo de mandado de busca e apreensão.

 

Ao todo são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça: dois em Belém; oito em Tucuruí/PA e um em Brasília/DF (a prefeitura de Tucuruí tem três pontos de busca). Carros, documentos, dinheiro e celulares foram apreendidos. 

 

Alexandre Siqueira foi reeleito, em 2024, com 51,63% dos votos. Em segundo lugar ficou Eliane Lima, com 46,98%.

DINHEIRO NO AVIÃO

A investigação contra o prefeito de Tucuruí, Alexandre Siqueira, teve início após a prisão em flagrante de um policial militar, encontrado dentro de aeronave transportando R$ 1.149.300,00 em espécie, nas vesperas da eleição de outubro, do ano passado.

 

De acordo com as apurações, o dinheiro, oriundo do estado de São Paulo, seria utilizado para a compra de votos nas Eleições de 2024.

 

A PF informou que a partir da prisão do PM, a Polícia Federal aprofundou as investigações, identificando um esquema criminoso que envolvia agentes públicos e empresários, em um complexo mecanismo de desvio de recursos e ocultação de valores ilícitos.

 

As apreensões realizadas hoje (30), a maioria em Tucuruí, devem ajudar a confirmar a suspeita de falsificação de documentos e o uso de uma empresa para lavagem de dinheiro movimentado para o crime eleitoral.

 

INVESTIGAÇÕES PROSSEGUEM

A investigação segue em andamento e novas diligências serão realizadas para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise dos materiais apreendidos. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção eleitoral, cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

 

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