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Delegada de Alenquer é exonerada da Polícia Civil acusada de corrupção

Decreto assinado pelo governador Helder Barbalho oficializou a demissão nesta quarta-feira (18)

Delegada de Alenquer é exonerada da Polícia Civil acusada de corrupção Delegada de Alenquer é exonerada da Polícia Civil acusada de corrupção (Reprodução) Notícia do dia 21/05/2022
Foi publicada no Diário Oficial do Estado do Pará, na edição desta quarta-feira (18), a portaria de demissão da delegada de Polícia Civil do município de Alenquer, Fabiola Martins Rabelo. A decisão se dá após a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar. 
 
Fabíola respondia processo administrativo disciplinar, instaurado no dia 20 de setembro de 2019, onde aparece como suspeita de recebimento de propina, quando era titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) do município de Itaituba, no sudoeste do estado.
 
A portaria de demissão, assinada pelo governador do Estado, Helder Barbalho, cita as transgressões disciplinares da então delegada, todas relacionadas ao Art. 74, da Lei nº 4.878/65 e diz que a exoneração da delegada acontece 'a bem do serviço público'.

 

Por 5 anos, a delegada não poderá exercer o cargo novamente, ainda que neste prazo seja aprovada em concurso público.

No ano da denúnica, a delegada Fabiola Martins Rabelo, natural de Santarém, foi afastada pela justiça e foi proibida de manter contato com as testemunhas do caso denunciado à Corregedoria da Polícia Civil. 
 
O  caso ocorreu no dia 26 de dezembro de 2018, quando um homem foi preso em flagrante por suposto crime de lesão corporal contra sua companheira. Depois de ser conduzido à DEAM, prestou depoimento, mas não foi preso, uma vez que não foi lavrado o auto de flagrante.
 
Segundo consta nos autos, ele informou à Corregedoria que a delegada teria cobrado a quantia de R$1.908,00, para, em troca, não dar prosseguimento ao flagrante, e sim tombá-lo somente por portaria, como foi feito. No seu entendimento, ele estaria pagando o valor a título de fiança para responder ao processo em liberdade.
 
De acordo com a denúncia, o homem pagou R$ 800, foi liberado e se comprometeu de repassar o restante no dia seguinte. Como o combinado, ele voltou à delegacia, mas Fabíola não se encontrava. Ele então entregou o restante do valor aos policiais de plantão, que estranharam a situação.