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'Ela cometeu suicídio, não há dúvida', diz sobrinha de juíza encontrada morta em Belém

Peritos da Polícia Civil contestaram a versão do marido da juíza, o juiz João Augusto Figueiredo sobre o local de morte da magistrada; ele alterou a cena do crime ao dirigir com o corpo até a delegacia

'Ela cometeu suicídio, não há dúvida', diz sobrinha de juíza encontrada morta em Belém Juíza Mônica de Oliveira, encontrada morta com um tiro no peito (REPRODUÇÃO/ARQUIVO PESSOAL) Notícia do dia 18/05/2022

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA – Monique Andrade, sobrinha da juíza Mônica de Oliveira que foi encontrada morta com um tiro no peito, afirmou nesta quarta-feira (18) que imagens de câmeras de segurança do prédio “deixam muito claro” que a magistrada cometeu suicídio.

 

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil investiga o caso, que segue sob segredo de Justiça.

 

Peritos contestaram a versão do marido da juíza, o juiz João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior  sobre o local onde ele teria encontrado o corpo da magistrada.  

 

A juíza foi encontrada morta pelo marido nesta terça-feira (17), dentro do carro dele, no estacionamento do edifício Rio Miño, localizado na avenida Gentil Bittencourt, nº 1226, em Belém, capital do Pará.

 

"Chegamos a Belém para resolver o que tinha para resolver. Fomos à delegacia e acompanhamos o inquérito. Nos apresentaram todas as imagens das câmeras, são muitas câmeras, e deixa muito claro que foi suicídio. Não há dúvidas. Quaisquer pronunciamentos de pessoas que não são da família devem ser descartados. Estamos lidando com vidas e não podemos incriminar ninguém", declarou a sobrinha da juíza.

 

Monique, que também é advogada, confirma a versão dita pelo juiz João Augusto Figueiredo, em depoimento à Polícia, de que era dele a arma usada pela esposa para cometer suicídio.

 

“As imagens revelam ela [a juíza] saindo do apartamento com algumas malas. Ela caminha lentamente pelo estacionamento, até o carro. Depois se direciona para o banco do passageiro, na frente do veículo. Depois de longos minutos, ela comete suicídio. É nítido. É claro. Não há dúvida”, afirma Monique Andrade.

 

O juiz João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior foi acusado de alterar a cena do crime, após dirigir com o corpo da esposa, no banco de trás do veículo, até a delegacia. O magistrado também afirma que a mulher cometeu suicídio no estacionamento do prédio, com uma arma que era dele.

 

PERITOS CONTESTAM VERSÃO DE JUIZ SOBRE LOCAL DO CRIME

A Polícia Científica do Estado do Pará contestou a versão do juiz João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior sobre o local da morte da juíza Monica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira. A informação é do site O Liberal.

 

Após diligências no local, os peritos disseram que a morte, não teria ocorrido no prédio que fica na avenida Gentil Bittencour. 

 

Segundo O Liberal, a administração do condomínio negou que o casal morasse lá ou mesmo tivesse estado no local no dia da morte da magistrada. A administração do prédio afirma ainda que o juiz morou lá, mas havia saído há pelo menos cinco anos. Ainda segundo o condomínio, não havia nenhum registro de entrada ou saída do casal, nem como moradores e nem como visitantes.

 

A direção do prédio afirma ainda que nem mesmo conhece a juíza Monica Maria e nenhum funcionário ouviu o barulho de um tiro.

 

O endereço constava no boletim de ocorrência do caso, que segue sob investigação da Polícia Civil, a princípio, como possível suicídio.

 

Até a manhã de hoje (18), a Divisão de Homicídios declarou que não descarta nenhuma linha de investigação.