Operação de içamento do Anna Karoline 3 é feito com auxílio de reflutuadores e guindastes - Foto: Sejusp/Divulgação
Notícia do dia 29/03/2020
DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - No dia em que completa um mês do naufrágio, o navio Anna Karoline 3, foi retirado neste domingo (29/03) do fundo do Rio Jari, afluente do Rio Amazonas. O barco naufragou no dia 29 de fevereiro, no Sul do Amapá, por excesso de carga, provocando 34 mortes com 51 sobreviventes, entre passageiros e tripulantes.

Reflutuação é feita através de uma balsa com dois guindastes — Foto: MAAR/Divulgação
Uma empresa, contratada por R$ 2,4 milhões, pelo governo do Amapá atuou no içamento da embarcação. O trabalho foi autorizado pela Marinha e Secretaria de Segurança do Pará.
A operação de reflutuação conta com guindastes, flutuadores e equipamentos de mergulho. Uma das finalidades do serviço também é tentar localizar corpos. O governo do Amapá postou um vídeo em suas páginas oficiais sobre o trabalho de reflutuação do navio.

Segundo o Portal G1, a embarcação estava a 12 metros de profundidade, a mais de 400 metros da margem mais próxima do rio, e na divisa do Amapá com o estado do Pará.
A Sejusp informa que não há previsão para o término da operação. Após a conclusão do içamento Marinha e a Polícia Técnico-Científica (Politec) realizarão perícia no Anna Karoline.
A Polícia e Marinha não sabem o número de desaparecidos, mas trabalham com a hipótese de que 100 pessoas viajavam na embarcação.
O Anna Karoline 3 partiu de Santana, no Amapá, com destino a Santarém, no Pará, sem a lista de passageiros. O navio pertence ao empresário Erlon Rocha, de Santarém, que teria alugado o navio para Paulo Marcio, por R$ 20 mil/mês.
VÍDEO
COMANDANTE PRESO
Na quinta-feira (26), o comandante do navio Anna Karoline 3, Paulo Márcio Simões Queiroz, foi preso por ordem da juíza Priscylla Peixoto Mendes, da comarca de Laranjal do Jari (AP). Ele é acusado de homicídio qualificado e tentava atrapalhar a investigação da polícia.
Sábado (28) à noite, o desembargador João Guilherme Lages, presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), concedeu uma liminar e mandou soltar o comandante da embarcação.
FOTOS: MAAR e Sejusp/Divulgação

