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TJPA manda soltar Fonseca; prefeito diz que promotor interfere no trabalho da polícia

Prefeito de Oriximiná afirma que seu direito de foro privilegiado ‘foi usurpado’

TJPA manda soltar Fonseca; prefeito diz que promotor interfere no trabalho da polícia Delegado Fonseca, prefeito de Oriximiná Notícia do dia 01/12/2022

DEAMAZÔNIA ORIXIMINÁ, PA - O prefeito de Oriximiná, delegado William Fonseca (PRTB), foi solto da prisão hoje (1) à tarde, por ordem do desembargador Leonardo de Noronha Tavares, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), após pagamento de fiança fixada em 15 salários mínimos, equivalente a mais de R$ 18 mil.

 

O prefeito estava preso desde o dia 29 de novembro por destruir provas, posse ilegal de arma de fogo, disparo ilegal de arma de fogo, ameaça de morte, desobediência e resistência a mandado judicial, no curso da “operação Eu Amo Oriximiná’, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI).

 

O mandado de busca foi expedido pelo juiz da Comarca Local, Wallace Carneiro de Souza contra o prefeito e mais três servidores da Prefeitura. Não havia ordem de prisão.

 

Em uma live, transmitida pelas redes sociais, Fonseca disse que sua prisão foi ilegal e acusou o promotor de Justiça, Bruno Fernandes, de fazer pirotecnia e interferir no trabalho da polícia.

 

O prefeito atacou ainda o comando da PM local e o delegado de polícia, afirmando que a segurança do Estado está a serviço de política e ainda disparou contra os deputados Ângelo e Junior Ferrari.  

 

"Eu fui conduzido pra cá de maneira ilegal, não existia mandado do Tribunal para me prender. Ministério Público tem respeitar o papel do delegado. Agora, o Ministério Público ficou falando no ouvido do delegado o que ele tinha que fazer, interferindo no trabalho da polícia. Eu oriento aos policiais para não se meterem nisso, não se envolvam nisso, não comprem confusão para político de lado A ou B", acusou Fonseca.

 

O prefeito é investigado em inquérito civil do MPPA que apura notícia de fato de "improbidade administrativa de dano ao erário, e suposto risco de enriquecimento ilícito pelo desvio de finalidade pública do uso da Guarda Municipal como segurança particular do prefeito"

 

Para Fonseca não há irregularidade no fato de a guarda municipal fazer a segurança do chefe do Executivo. “Qual o nexo da guarda municipal e enriquecimento ilícito?. Nunca precisei de ninguém para fazer minha proteção”, afirmou.

 

Delegado Fonseca disse ainda que o promotor usurpou o seu direito de foro privilegiado, porque não havia mandato de prisão do TJPA. “Vou denunciar o promotor ao Conselho Nacional de Justiça e a corregedoria do MPPA por abuso de autoridade”, concluiu.

 

CELULAR

O prefeito delegado Fonseca disse que se recusou a entregar seu telefone celular aos agentes do Gaeco e destruiu o aparelho disparando três tiros, porque no equipamento havia fotos íntimas dele e da esposa.

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