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Presidente do Cita vai ao MPF pedir afastamento de Malaquias; Sindicato dos Docentes da Ufopa diz que Câmara agiu com cinismo

Lucas Tupinambá: ‘vereadores, quantos de nós teria que morrer para ser quebra de decoro?’

Presidente do Cita vai ao MPF pedir afastamento de Malaquias; Sindicato dos Docentes da Ufopa diz que Câmara agiu com cinismo Lucas Tupinambá, presidente do Conselho Indígena Tapajós Arapiuns Notícia do dia 15/04/2026

DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - O vereador Malaquias Mottim (PL), que se livrou ontem (14) de cassação de mandato, não terá vida fácil na Câmara de Santarém se depender dos Povos Indígenas do Baixo Tapajós. 

 

O presidente do Conselho Indígena Tapajós Arapiuns, Lucas Tupinambá, vai acionar o MPF (Ministério Público Federal) para que a Justiça Federal afaste o vereador do cargo, após a Comissão Processante da Câmara, que investigava quebra de decoro contra o parlamentar, decidir pelo arquivamento do processo.

 

Malaquias foi acusado de tentar atropelar um grupo de indígenas durante protesto no terminal da Cargil, em setembro, contra a privatização do rio Tapajós. 

 

O Cita pedirá ainda a anulação dos trabalhos da Comissão Processante da Câmara. 

 

De acordo com Lucas Tupinambá os indígenas não foram ouvidos durante a investigação da CPI.

 

“Além do mais esse relatório é imparcial. O próprio relator antes do início dos trabalhos já havia manifestado o seu voto. O presidente da Câmara, Jandeilson se comprometeu conosco que a Comissão iria nos ouvir e até hoje não recebemos nenhum convite ”, afirmou o presidente do Cita.

 

Os vereadores arquivaram a denuncia contra Malaquias por 14 votos a 1.

 

A Comissão Processante foi presidida pela vereadora Elita Beltrão e o relator era o vereador Gerlande Castro.

 

A presidente da comissão disse que o processo foi arquivado por insuficiência de provas. “Era necessário um parente morrer para ter provas?. E tudo que esse vereador vem fazendo dentro do município não é suficiente para que ele saia?”, protestou o presidente do Conselho Indígena Tapajós Arapiuns.

 

O Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Oeste do Pará (Sindufopa) acusa a Câmara de agir com cinismo e corporativismo e exigiu apuração rigorosa e transparência do caso.

 

“O Sindufopa reafirma o seu compromisso com a luta em defesa dos direitos humanos e da classe trabalhadora, neste caso representada pelos povos indígenas, que seguem sendo alvo de violações sistemáticas em seu territórios e em suas formas de manifestação legitima”, diz trecho da nota de repúdio do Sindicato.

 

O Sindicato dos Docentes da Ufopa pedirá ainda que o MPF apure a violência contra os indígenas do Tapajós, praticados pelo vereador bolsonarista Malaquias Mottim, e solicitará que a Corregedoria da Câmara de Santarém reabra o processo diante da falta de transparência e da parcialidade na condução do processo.

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