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PF mira organização criminosa que movimentou R$ 4 bilhões em ouro ilegal, no Pará

Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão, nos estados do Pará, Roraima, Amapá, São Paulo, Paraná e Goiás

PF mira organização criminosa que movimentou R$ 4 bilhões em ouro ilegal, no Pará Operação Flygold II - Foto: Divulgação Notícia do dia 11/12/2024

DEAMAZÔNIA SANTARÉM , PA - A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (11/12), a Operação Flygold II, com o objetivo de combater organizações criminosas especializadas em realizar o transporte ilegal de ouro extraído de terras indígenas, incluindo a Terra Indígena Munduruku, para outros estados e ao exterior.

 

Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão, nos estados do Pará, Roraima, Amapá, São Paulo, Paraná e Goiás.

 

 

Além disso foram bloqueados mais de R$ 615 milhões em bens e valores, dos investigados.

 

 

A reserva Munduruku a segunda maior área de garimpo ilegal em qualquer terra indígena no Brasil e abriga 6.500 pessoas. A reserva é banhada pela bacia do Tapajós, onde já foi indetificado contaminação do rio por mercúrio.

 

 

Durante um ano de investigações, A PF constatou que, aproximadamente, uma tonelada de ouro foi transportada de maneira ilegal, além da movimentação de mais R$ 4 bilhões entre os envolvidos, incluindo pessoas interpostas e empresas fantasmas.

 

 

Os integrantes da organização criminosa recrutavam, em sua maioria, estrangeiros para despachar bagagens carregadas com ouro, em voos comerciais.

 

Os Munduruku estão situados em regiões e territórios diferentes nos estados do Pará (sudoeste, calha e afluentes do rio Tapajós, nos municípios de Santarém, Itaituba, Jacareacanga), Amazonas (leste, rio Canumã, município de Nova Olinda; e próximo a Transamazônica, município de Borba), Mato Grosso (Norte, região do rio dos Peixes, município e Juara

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