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PF investiga empresas suspeitas de vender ilegalmente R$ 10 bi em ouro no sudoeste do PA

A operação Ouropel cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Itaituba/PA, Novo Progresso/PA e Cuiabá/MT

PF investiga empresas suspeitas de vender ilegalmente R$ 10 bi em ouro no sudoeste do PA PF realizou a Operação Ouropel para combater crimes relacionados à comercialização de ouro, como usurpação de bens públicos, lavagem de dinheiro, crimes ambientais ligados à garimpo ilegal. (Foto: Divulgação Polícia Federal) Notícia do dia 29/09/2023

DEAMAZÔNIA SANTARÉM,PA. A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (27) a operação Ouropel, que cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Itaituba/PA, Novo Progresso/PA e Cuiabá/MT. As empresas teriam comercializado mais de R$ 10 bilhões em ouro extraído da Amazônia Legal.

 

As ordens foram expedidas pela Justiça Federal, que decretou o bloqueio de 290 milhões de investigados e suspendeu as atividades de oito companhias suspeitas.

 

O grupo é investigado por declarar a compra de 37 mil toneladas em ouro, desde janeiro de 2021, em valores atualizados, o comércio ilegal do metal precioso bate em R$ 14 bilhões.

 

A operação teve início em junho de 2023 e já constatou o "esquentamento" de mais de uma tonelada de ouro com Permissões de Lavra Garimpeira (PLG) correspondentes a áreas situadas na bacia do rio Tapajós. As PLGs suspensas se referem a imóveis nas cidades de Itaituba/PA e Jacareacanga/PA.

 

De acordo com a PF os alvos da investigação foram as Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVMs) e as cooperativas de garimpeiros, que acumulam 112 processos minerários tramitando em seus nomes, todos agora suspensos. A suspensão também atinge uma pessoa jurídica que adquiriu bilhões de reais em ouro da Amazônia nos últimos anos.

 

O objetivo da operação é combater crimes relacionados à comercialização de ouro da Amazônia Legal, como usurpação de bens públicos, lavagem de dinheiro, crimes ambientais ligados à garimpagem ilegal e associação criminosa.

 

O garimpo ilegal foi apontado, em laudo da Polícia Federal finalizado em 2023, como a principal causa da poluição do rio Tapajós, que teve suas águas cristalinas invadidas por grande quantidade de lama. Em janeiro de 2022 a mudança da cor da água ocorreu até em Alter do Chão, em Santarém, localidade conhecida como Caribe Amazônico.

 

Assessoria da Polícia Federal em Santarém

 

 

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