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PF faz operação no Pará contra empresa que criou criptomoeda para lavagem do garimpo

Operação deflagrada, nesta quinta (7), alcançou um total de seis Estados, onde a organização criminosa agia com movimentos financeiros de R$ 16 bilhões

PF faz operação no Pará contra empresa que criou criptomoeda para lavagem do garimpo PF faz operação no Pará contra empresa que criou criptomoeda para lavagem do garimpo ( Reprodução PF) Notícia do dia 07/07/2022

DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7/7), três ‘operação Ganância’,  ‘Golden Greed’ e ‘Comando, em sete estados, dentre os quais o Pará, contra uma organização  criminosa que criou uma suposta criptomoeda, de fachada, lastreada em ouro, como esquema de lavagem de dinheiro para movimentar transações de garimpos ilegais no Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso e Acre. A operação também alcança o Rio de Janeiro.

 

A informação é do Estadão.

 

Três operações foram realizadas para cumprir 82 mandados de busca e apreensão e mais 5 de prisões preventivas.

 

Já no âmbito da Operação Golden Greed, os policiais foram cumprir 17 mandados de busca e apreensão, inclusive contra servidores da Agência Nacional de Mineração do Pará.

 

O minério era transportado do Pará para São Paulo, utilizando o mesmo hangar, cujo administrador estava sendo investigado. A PF então identificou pilotos, aeronaves, intermediários e mineradoras envolvidas no esquema.

 

No caso da criptomoeda, o token de investimento era em pedras preciosas, comercializadas ilegalmente.

 

As investigações iniciaram por Porto Velho, Rondônia, em área de licitações da saúde, mas depois os agentes descobriram que se tratava de lavagem de garimpo.

 

A organização criminosa movimentou, segundo as investigações, R$ 16 bilhões entre 2019 e 2021.

 

A PF estimada que o garimpo devastou ainda área equivalente a 212 campos de futebol. Licenças ambientais vencidas foram usadas na extração.

 

A Justiça Federal de Porto velho determinou ainda o bloqueio, sequestro e arresto dos bens e moveis dos líderes da quadrilha até o valor de R$ 2 bilhões.

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