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PF desmonta esquema bilionário de ouro clandestino em Santarém, Belém e Itaituba

Manaus (AM) e mais 11 cidades, de sete estados, também são alvos; organização criminosa movimentou R$ 4 bilhões com contrabando de ouro de garimpos ilegais na Amazônia

PF desmonta esquema bilionário de ouro clandestino em Santarém, Belém e Itaituba PF desmonta esquema bilionário de ouro clandestino (Foto: Divulgação/PF) Notícia do dia 15/02/2023

DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quarta-feira (15/2), três mandados de prisão e 27 de busca e apreensão, em Belém, Santarém, Itaituba, no Pará, em Manaus (AM), e em mais oito cidades de oito estados, no âmbito da operação Sisaque.

 

A ação desarticula organização criminosa que movimentou mais de R$ 4 bilhões com contrabando de ouro clandestino, oriundos de garimpos ilegais na Amazônia.

 

A ação é conjunta com o Ministério Público Federal e a Receita Federal.

 

Os mandados são cumpridos em Manaus/AM, Belém/PA, Santarém/PA, Itaituba/PA, Boa Vista/RR; Rio de Janeiro/RJ; Brasília/DF; Goiânia/GO São Paulo/SP; Tatuí/SP; Campinas/SP e Sinop/MT.

 

Também é cumprida autorização judicial para sequestro de mais de R$ 2 bilhões de reais dos investigados.

 

13 TONELADAS DE OURO ILÍCITO

Conforme a PF, do início de 2020 até o final de 2022, as emissões de notas fiscais eletrônicas fraudulentas teriam sido superiores a R$ 4 bilhões, correspondendo a aproximadamente a 13 toneladas de ouro ilícito.

 

Participam da Operação Sisaque mais de 100 policiais federais, além de cinco auditores fiscais e três analistas da Receita Federal. Os objetivos são ampliar o volume de provas para desmontar o esquema criminoso e combater o garimpo clandestino, especialmente na região de Itaituba, no Pará.

 

INVESTIGAÇÃO

O inquérito policial que deu origem à operação começou em 2021, a partir de informações da Receita Federal, que apontavam a existência de uma organização criminosa voltada para o “esquentamento” de ouro obtido de maneira ilegal.

 

Segundo a Polícia Federal, seriam empresas, em sua maioria “noteiras”, utilizadas para emissão de notas fiscais, conferindo ares de regularidade ao ouro comercializado e adquirido por outras duas empresas principais, tidas como as líderes da organização criminosa.

 

Do início de 2020 até o final de 2022, as emissões de notas fiscais eletrônicas fraudulentas teriam sido superiores a R$ 4 bilhões, correspondendo a aproximadamente a 13 toneladas de ouro ilícito.

 

A investigação demonstrou que esse ouro extraído da Amazônia Legal era exportado principalmente por meio de uma empresa sediada nos Estados Unidos. Ela seria responsável pela comercialização em países como Itália, Suíça, Hong Kong e Emirados Árabes Unidos, de forma clandestina, mas com aparente legalidade. Uma das formas de fazer isso era criando estoques fictícios de ouro, de modo a acobertar uma quantidade enorme do minério sem comprovação de origem lícita.

 

CRIMES

Os crimes apurados são: adquirir e/ou comercializar ouro obtido a partir de usurpação de bens da União, sem autorização legal e em desacordo com as obrigações importas pelo título autorizativo; pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a obtida; lavagem de capitais; e organização criminosa.

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