(Foto: Divulgação/Agência Santarém)
Notícia do dia 03/05/2023
DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - O período de grandes chuvas na Amazônia está impedindo a Prefeitura de Santarém de realizar serviços de pavimentação, terraplenagem e até mesmo a implantação de drenagem. É o que afirma o secretário municipal de Infraestrutura, o engenheiro Daniel Simões.
Segundo o titular da pasta, a execução de obras de mobilidade depende de condições climáticas ideais para que o resultado seja entregue com qualidade e devido a intensidade de chuvas, os serviços estão prejudicados.
“Nós temos uma equipe de engenheiros qualificados e especializados em todos os serviços que são de nossa competência. Prezamos pela qualidade dos nossos serviços, das nossas obras, e por isso não colocamos em risco a qualidade dos nossos serviços. Por isso resolvemos elencar aqui que não é possível realizar determinado serviço em tempo de chuva, ou com o solo encharcado", afirmou Daniel Simões.
A Prefeitura de Santarém elencou os serviços que vinham sendo realizados e o porquê de os trabalhos estarem suspensos, devido as chuvas. Veja abaixo:
Drenagem
A Prefeitura de Santarém afirma que no caso das obras de drenagem, o solo fica encharcado (saturado), impossibilitando a colocação do aterro (ou reaterro), bem como os serviços primordiais como o de compactação, uma vez que as máquinas que realizam os serviços não deixam o solo uniforme para que serviços posteriores possam ser realizados.
No caso dos assentamentos de manilhas, devido o fluxo de água das chuvas, não é possível fazer o rejuntamento dos tubos utilizados na composição do sistema de drenagem profunda, levando em conta que para que eles possam ter funcionamento ideal, é necessário que seja realizada a ligação entre os tubos, sem contar o tempo de cura (secagem) da massa que une as manilhas.
"Nós sempre buscamos trabalhar de forma intensificada, aproveitando o máximo dos dias onde o sol aparece com mais frequência, isso contando os fins de semana e até mesmo feriados. Nossa missão é melhorar a trafegabilidade por meio das obras finalizadas", ressaltou Patrick de Lima, engenheiro da Seminfra.
Terraplenagem
O mesmo acontece com os serviços de terraplenagem e adequação de vias que ainda não receberam a malha asfáltica. Devido o grande volume de água, o solo fica encharcado, inviabilizando os serviços, uma vez que as máquinas pesadas, trabalhando nessas condições de solo, acabam trazendo mais transtornos às pessoas.
"Nós sempre optamos por trabalhar em um solo que está seco, porque dessa forma é possível executar todos os serviços necessários para poder fazer a terraplenagem do local. Se nós entrássemos com as equipes em um solo encharcado, em vez de melhorarmos a via, deixaríamos ainda mais intrafegável", salientou Lucas Queiroz, engenheiro da Seminfra.
Recapeamento e tapa-buraco
Em meio as fortes chuvas deste período do ano, combinado com o alto fluxo de veículos nas principais vias da cidade, os buracos começam a se formar. Há dois fatores que contribuem para a formação de buracos no asfalto.
Primeiro é a água acumulada no asfalto, que entra na camada abaixo da primeira, o que afunda a camada mais profunda. O segundo fator é a própria movimentação dos carros e, principalmente, veículos pesados na pista. A junção dos dois fatores faz com que o solo liquefeito comece a sofrer corrosão em pontos específicos, formando assim os buracos.

