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Os míseros R$ 150 mil que Alcoa vai dar para cada tribo do Festival de Juruti

R$ 150 mil é o valor de uma alegoria do ritual indígena do Festival de Parintins; em 13 anos produção de bauxita saltou de 2,6 milhões de toneladas para 7,5 milhões

Os míseros R$ 150 mil que Alcoa vai dar para cada tribo do Festival de Juruti Entrada da cidade de Juruti, no Pará (Foto: Reprodução) Notícia do dia 04/07/2022

DEAMAZÔNIA JURUTI, PA - O Festival das Tribos de Juruti, o Festribal 2022, será realizado, este ano, nos dias 28, 29 e 30 de julho.  

 

O governo Helder Barbalho iniciou a reforma do Tribóbromo para a festa. Será um novo palco de apresentações em Juruti.

 

Mas, o que chama a atenção é o valor do investimento da mineradora Alcoa nas tribos Muirapinima e Munduruku, para o Festribal 2022.

 

Para cada agremiação a Alcoa anunciou um repasse de R$ 150 mil, num investimento total de R$ 300 mil.

 

Como serão três noites de disputa o valor investido da Alcoa, em cada tribo, será de R$ 50 mil, por noite. O valor do repasse para cada agremiação equivale ao valor de uma alegoria do ritual indigena do Festival de Parintins.  

 

Juruti, no Oeste do Pará, possui uma das maiores minas de bauxita do mundo.

 

A Alcoa está em Juruti há 13 anos explorando a bauxita. Quando iniciou sua capacidade de produção em 2009 a empresa extraia 2,6 milhões de toneladas do minério.

 

Há dois anos, a mineradora anunciou que o aumento da produção anual saltou para 7,5 milhões de toneladas.

 

Então é de espantar o baixo valor do investimento nas tribos Muirapinima e Munduruku, que protagonizam a realização do maior evento cultural e turístico da cidade.

  

 

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