menu

Operação do MPPA prende membros do Comando Vermelho e dois advogados, em Belém e Salinópolis

‘Operação Pombo’ do GAECO apura relação ilícita de advogados com integrantes da facções criminosas que se encontram custodiados em estabelecimentos prisionais paraenses

Operação do MPPA prende membros do Comando Vermelho e dois advogados, em Belém e Salinópolis Fachada da sede do MPPA (Foto: Divulgação) Notícia do dia 02/06/2022

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O GAECO (Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do MPPA), com apoio do GSI (Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional) e da SEAP/PA (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), cumpriu nesta segunda-feira (1º), em Belém e Salinópolis, mandados de prisão preventiva expedidos pelo Justiça nos autos de processo nº 0807228-21.2022.8.14.0401, em desfavor de dois advogados e três integrantes de facção criminosa.

 

A Operação Pombo fundamenta-se em procedimento investigatório criminal instaurado no âmbito do GAECO em 08/06/2021 (Portaria nº 009/2021-MMPA/GAECO) para apurar a relação ilícita de advogados com integrantes de facções criminosas que se encontram custodiados em estabelecimentos prisionais paraenses.

 

No decorrer de praticamente um ano, a investigação conseguiu constatar a relação criminosa existente entre integrantes custodiados da facção Comando Vermelho e os dois advogados, os quais vinham funcionando como “mensageiros” ao se utilizarem de suas prerrogativas conferidas legalmente pelo exercício da advocacia (Lei nº 8.906/94) para servirem de elo entre faccionados presos e faccionados soltos, repassando as informações obtidas por ocasião das visitas realizadas em estabelecimentos prisionais no Estado do Pará.

 

Diante disso, em pedido fundamentado, o GAECO pleiteou e obteve mandados de busca e apreensão pessoal deferidos pela Justiça, cujo cumprimento resultou na apreensão de bilhetes manuscritos, bem como aparelhos eletrônicos, dentre os quais um relógio smartwatch pertencente a um dos advogados, utilizado para gravar as mensagens durante as visitas carcerárias, com o objetivo de repassá-las aos faccionados em liberdade.

 

Ressalta-se que os bilhetes manuscritos eram destinados a diversos integrantes da referida facção criminosa, dentre eles David Palheta Pinheiro, vulgo “Bolacha”, e o próprio presidente Leonardo Costa Araújo, vulgo “L-41”, ambos encontrando-se atualmente foragidos no Estado do Rio de Janeiro.

 

Os mandados de prisão preventiva foram obtidos após o GAECO apresentar evidências à Justiça, devidamente descritas em capítulo próprio da exordial acusatória, sobre a necessidade de garantia da ordem pública a partir da constrição cautelar dos advogados.

 

Ainda conforme o MPPA, as forças de segurança do Estado do Pará têm sido alvos constantes dos ataques ordenados por integrantes de facções criminosas, a exemplo das duas dezenas de registros de crimes contra policiais penais, o que serviu de subsídio jurídico à decretação e manutenção da segregação provisória.

 

As investigações prosseguem sob sigilo.

Tags:

Veja Também