Governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) - foto: Bruno Cecim/ Ag.Pará)
Notícia do dia 24/03/2020
DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O governador Helder Barbalho (MDB) ganhou os holofotes da Imprensa nacional depois de posições duras contra o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro.
No primeiro momento, ao deixar os governadores sem respostas para ajuda financeira, Helder enviou ofício ao governo da China pedindo ajuda para a prevenção e tratamento ao coronavírus. Depois, ignorou medida provisória de Bolsonaro que suspendeu barreiras sanitárias interestadual e municipal.
No sábado (21/030), o governador do Pará elevou o tom contra o presidente.
"Nada contra o governo federal, não queremos agir contra o governo federal. Agora, nós não vamos ficar esperando o governo federal agir. Nós vamos fazer aquilo que cabe ao governo do Estado e não vou pedir licença para presidente, para ministro, para ninguém, para proteger os paraenses’, afirmou.
Hoje (24/03), em entrevista ao Jornal Estadão, Helder disse: “Os governos estaduais agiram no seu tempo. Governador não deve pedir licença para o governo federal para poder agir nos seus Estados. Estamos em um momento extraordinário, não estamos em um momento de normalidade. E este momento requer , agilidade, reações, providências na mesma proporção”.
O estadão perguntou ainda a Helder se o governo federal demorou reagir?
“Cada um está agindo conforme a sua percepção. Não se deve perder tempo julgando ou analisando o que o outro está fazendo. Se deve é fazer. Agora, se fazer incomoda a quem quer que seja é outro problema. Defendo que não percamos tempos com isso”, afirmou, acrescentando que o único inimigo do país hoje é o coronavírus.
Sobre o investimento de R$ 8 bilhões do governo federal, anunciados nesta segunda (23), o governador do Pará, reconheceu a iniciativa, mas fez ponderações.
Para o governador, Bolsonaro deveria facilitar o acesso aos fundos constitucionais, dos quais ele destaca o Fundo Amazônia e o Fundo do Norte ( (FNO), permitindo que recursos não usados, em anos anteriores, possam ser acessados pelos governos estaduais para obras de insfraestrura que possam gerar empregos.
“E a outra é que a operação seja descentralizada, que não fique só no Basa ( Banco da Amazônia), que os bancos estaduais possam ajudar na operação para a sociedade”, completou. Helder disse que no Pará o Basa tem 36 agências e o Banpará está em 106, dos 144 municípios do estado”, assinalou.
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