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‘Não se assustem então se alguém pedir o AI-5’, diz Guedes

Ministro da Economia ameaça com volta da ditadura militar no Brasil

‘Não se assustem então se alguém pedir o AI-5’, diz Guedes Paulo Guedes, ministro da Economia (Wilson Dias/Agência Brasil) Notícia do dia 26/11/2019

DEAMAZÔNIA BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nessa segunda-feira (26/11), em entrevista coletiva em Washington, nos Estados Unidos, que não é possível se assustar com a ideia de alguém pedir o AI-5, para conter protestos de rua no Brasil. A informação é da Folha de São Paulo.  

 

"Sejam responsáveis, pratiquem a democracia. Ou democracia é só quando o seu lado ganha? Quando o outro lado ganha, com dez meses, você já chama todo mundo para quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir AI-5. Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente? Levando o povo para a rua para quebrar tudo. Isso é estúpido, é burro, não está à altura da nossa tradição democrática", disse Guedes. 

 

Paulo Guedes defendeu ainda as declarações do filho do presidente Eduardo Bolsonaro sobre a nova instalação do AI-5, após convocação do ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o povo reagir ao governo extremista.   

 

As declarações do presidente ocorreu no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro se manifesta sobre o Projeto de Lei que tramita no Congresso, sobre excludente de ilicitude, que resultará em Operações da Lei e da Ordem para reprimir “greves e protestos no país’. Projeto de Lei que tramita no Congresso vai classificar protestos como crime terrorista.   

 

Paulo Guedes é da escola do ‘Chicaco Boy’, do ditador Augusto Pinochet, que acabou com a previdência pública do Chile e onde há hoje suicídios recordes de aposentados. No Chile a previdência foi privatizada.

 

O AI-5

O Ato Institucional nº 5 foi o mais duro instituído pela ditadura militar, em 1968, ao revogar direitos fundamentais e delegar ao presidente da República o direito de cassar mandatos de parlamentares, intervir nos municípios e Estados. Também suspendeu quaisquer garantias constitucionais, como o direito a habeas corpus. A partir da medida, a repressão do regime militar tornou-se mais dura.

 

A Constituição de 1988 rejeita instrumentos de exceção e destaca, em seu primeiro artigo, como um de seus princípios fundamentais, que a República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito.

 

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