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MPPA recomenda que SEMAS mude critérios de licença ambiental para empresas

Empresas deverão asfaltar ramais da Rodovia da Soja, em Itaituba, usadas para escoar produção de grãos

MPPA recomenda que SEMAS mude critérios de licença ambiental para empresas Empresas deverão asfaltar ramais da Rodovia da Soja usadas para escoar produção de grãos ( foto Agencia Brasil) Notícia do dia 16/03/2020

DEAMAZÔNIA ITAITUBA, PA - Na cidade de Itaituba, localizada no sudoeste do estado, moradores têm sofrido com a poeira das estradas. Ramais de terra batida que ligam a BR-163, conhecida como Rodovia da Soja, aos portos do município possuem tráfego intenso de caminhões, causando nuvens de poeira da estrada e deixando resíduos de grãos por onde passam. Em épocas de chuva, atolamentos e acidentes são frequentes nesses caminhos. 

 

Para melhorar a condição das estradas da região e a qualidade de vida dos moradores locais, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) recomendou a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará (Semas) que modifique os critérios de emissão de licença ambiental para empresas licenciadas e em processo de licenciamento.

 

Para que receba a autorização, empresas deverão asfaltar o ramal Quatro Paus e outras vias usadas para escoamento da produção de grãos, recomenda o MPPA. A Semas tem 10 dias para informar se irá atender ao pedido.

 

De acordo com o promotor de justiça de Itaituba, Diego Belchior Ferreira Santana, moradores do distrito de Miritituba, onde estão instalados diversos portos que exportam a produção local, relatam à Promotoria que a poeira e os resíduos de soja nas estradas de terra causam sujeira e mal cheiro. “Reunimos com a Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport). Eles fazem a limpeza nas vias, mas não é suficiente. Por isso, entendo que a Semas deve obrigar as empresas a fazer o asfaltamento, pois são elas (as empresas) que causam o problema”, afirma o promotor na Recomendação.

 

Em 2019, a Promotoria de Justiça reuniu-se com membros do Conselho Gestor de Fiscalização dos Investimentos e Empreendimentos no Distrito de Miritituba (Congefimi), que alertaram sobre os problemas causados pela falta de asfaltamento e urbanização dos ramais que levam aos portos. Segundo representantes do conselho, cerca de 1.500 carretas trafegam diariamente no local durante a época de safra, causando o levantamento de grande quantidade de partículas de poeira e de pó de soja, que geram mal cheiro.

 

Já durante o período chuvoso, os resíduos de grão unem-se a terra molhada, criando lama que atola caminhões e causa acidentes no ramal. A movimentação do solo, causada pelos veículos pesados, ocasiona até mesmo rachaduras nas casas próximas aos ramais.

 

No documento, o promotor fala ainda sobre a importância da intervenção da Secretaria de Meio Ambiente. “É necessária a intervenção dos órgãos públicos para minimizar os impactos sofridos pelos moradores, pois a problemática é uma grande preocupação dos habitantes do distrito de Miritituba, sendo o asfaltamento medida capaz de mitigar diversas mazelas e oferecer melhores condições de infraestrutura para o escoamento de grãos e demais materiais”, pontua Diego Santana na Recomendação.

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