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MPPA cancela contrato com organizadora e concurso é adiado

MPF avisou MPPA, que CETAP teve bens bloqueados pela Justiça Federal na investigação da “Operação Forte do Castelo”

MPPA cancela contrato com organizadora e concurso é adiado Sede do Ministério Público do Pará Notícia do dia 08/01/2020

DEAMAZÔNIA BELÉM PA - Em portaria publicada nesta quarta-feira (8) no Diário Oficial do Estado, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) instaurou procedimento para cancelar contrato com a empresa Centro de Extensão, Treinamento e Aperfeiçoamento Profissional (CETAP), vencedora do pregão eletrônico para realização do concurso público para preenchimento de vagas de nível médio da instituição.

 

O MPPA recebeu ofício do Ministério Público Federal (MPF) informando que a CETAP teve os bens bloqueados pela Justiça em decorrência dos desdobramentos da “Operação Forte do Castelo”, na qual a mesma é investigada.

 

A medida foi publicada na edição desta quarta-feira (8) do Diário Oficial do Pará, na página 44.

 

O concurso deverá ofertar 15 vagas, com salários de R$ 2.489, 83, além de vantagens.

 

O MPPA já havia anunciado no fim de 2019 o adiamento da publicação do edital do certame que irá preencher 15 vagas imediatas e formar cadastro reserva para outras 150 

 

Ministério Público do Pará deverá realizar novo processo para contratar uma organizadora do concurso. Ainda não há previsão para a realização do certame.

 

OPERAÇÃO FORTE CASTELO

A Operação Forte Castelo foi deflagrada em dezembro de 2017 pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), em conjunto com a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal, para apurar a atuação de organização criminosa liderada pelo ex-prefeito de Belém, Duciomar Gomes da Costa, o Dudu, no período de 2005-2012, que envolvia um desvio de R$ 600 milhões com participação de construtoras e demais empresas.

 

O Centro de Extensão, Treinamento e Aperfeiçoamento Profissional (CETAP) vencia licitações direcionadas pela Prefeitura de Belém, segundo o MPF/PA.

 

 

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