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MPF cobra Damares por denúncia sobre supostos crimes contra crianças no Pará

Ex-ministra de Bolsonaro afirmou, durante culto da igreja Assembleia de Deus, que crianças do Marajó tiveram seus dentes arrancados para a prática de sexo oral

MPF cobra Damares por denúncia sobre supostos crimes contra crianças no Pará Damares Alves, ex-ministra da Mulher e senadora eleita (Reprodução/Facebook) Notícia do dia 10/10/2022

DEAMAZÔNIA ILHA DO MARAJÓ, PA - O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício, nesta segunda-feira (10), à secretária executiva do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Tatiana Barbosa de Alvarenga, com solicitação de informações sobre supostos crimes contra crianças que a ex-titular do ministério Damares Alves anunciou ter descoberto em visita ao arquipélago do Marajó (PA).

 

A ex-ministra e senadora eleita pelo Distrito Federal aparece em um vídeo, que viralizou neste fim semana, afirmando que tem imagens de crianças do estado que tiveram seus dentes arrancados para a prática de sexo oral. A fala de Damares foi feita no sábado (08), durante um culto da igreja Assembleia de Deus, em Goiânia.

 

"Eu vou contar uma história para vocês, que agora eu posso falar. Nós temos imagens de crianças brasileiras de três, quatro anos que, quando cruzam as fronteiras, os seus dentinhos são arrancados para elas não morderem na hora do sexo oral", relatou.

 

A senadora eleita vem sendo acusada de ter se omitido as denúncias gravíssimas.

 

Segundo Damares, crianças do Marajó são traficadas para o exterior e são submetidas a mutilações corporais e a regimes alimentares que facilitam abusos sexuais.

 

“As crianças comem comida pastosa para o intestino ficar livre na hora do sexo anal", relatou a ex-ministra, que mesmo apesar das graves declarações, não apresentou provas.

 

A ex-ministra afirmou, ainda, que “explodiu o número de estupros de recém-nascidos” e que no MMFDH há imagens de crianças de oito dias de vida sendo estupradas. Segundo Damares Alves, um vídeo de estupro de crianças é vendido por preços entre R$ 50 e R$ 100 mil.

 

Membros do MPF no Pará pedem à Secretaria-Executiva do MMFDH que apresente os supostos casos descobertos pelo ministério, indicando todos os detalhes que a pasta possua, para que sejam tomadas as providências cabíveis.

 

O MPF também pede que o Ministério informe quais providências tomou ao descobrir os casos e se houve representação (denúncia) ao Ministério Público ou à Polícia.

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