Ministro Salles transfere gabinete para o Oeste do Pará (Foto: Divulgação)
Notícia do dia 11/05/2021
DEAMAZÔNIA ALTAMIRA, PA - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, transferiu, nessa terça-feira (11/5), seu próprio gabinete para a região Oeste do Pará, por três dias – até este sábado (15/5).
A Portaria nº 192, com a decisão, está publicada no Diário Oficial da União.
A medida acontece um mês após o embate do ministro com o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, que reagiu às críticas feitas por Salles, sobre a maior operação contra extração ilegal de madeira na história do Brasil, realizada em dezembro do ano passado, no Pará.
Além do Ministério, também foram transferidos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Os órgãos irão acompanhar ações ambientais e de combate ao desmatamento e queimadas na floresta amazônica, realizadas pela Força Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, em Altamira, Uruará, Placas, Rurópolis e Itaituba.
“Viemos ao Pará acompanhar pessoalmente as operações do Ibama, ICMBio e Força Nacional, que já há uma semana vem interrompendo as ações de desmatamento ilegal na região”, escreveu o ministro Salles, em sua conta do Twitter, na tarde de hoje (11).
Viemos ao Pará acompanhar pessoalmente as operações do Ibama, ICMBio e Força Nacional, que já há uma semana vem interrompendo as ações de desmatamento ilegal na região. pic.twitter.com/Npiv7CC8Ga
— Ricardo Salles MMA (@rsallesmma) May 11, 2021
‘PASSAR A BOIADA’
No mês passado, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, criticou a maior operação contra extração ilegal de madeira na história do Brasil, realizada pela Polícia Federal em dezembro do ano passado, no Pará.
O ministro foi ao Pará “verificar” detalhes da operação e disse acreditar que as empresas investigadas no caso não são culpadas por extração ilegal de madeira.
O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, reagiu à fala do ministro afirmando que pela primeira viu um ministro do Meio Ambiente se manifestar de maneira contrária a uma ação que visa proteger a floresta Amazônia
Na ocasião, em resposta, Saraiva rebateu Salles: “Na Polícia Federal não vai passar boiada”, em referência à declaração feita por Salles, em reunião ministerial em 22 de abril de 2020, sobre aproveitar as atenções voltadas ao covid-19 para ‘passar a boiada’.

