Ministro Ricardo Salles posa em frente a madeira apreendida, em 1º de abril, no Pará - Foto: Reprodução/Instagram
Notícia do dia 19/05/2021
DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - Alvos de operação da Polícia Federal, nesta quarta-feira (19/5), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, são acusados da prática de exportação ilegal de madeira para Estados Unidos e Europa.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Salles, o afastamento preventivo do presidente do Ibama e de mais nove servidores do alto escalão do órgão.
Segundo o G1, Desde que foi nomeado por Bolsonaro, o presidente do Ibama tem tomado decisões tomou controversas, como a liberação de embargos de plantações de soja irregulares em terras indígenas e por flexibilizar normas de fiscalização aplicadas ao setor madeireiro.
Em fevereiro de 2020, o presidente do Ibama recebeu uma comitiva de empresários do setor madeireiro do Pará dias antes de ele afrouxar as normas para a exportação de madeira nativa. No grupo recebido havia representantes de duas empresas que, juntas, somam mais de R$ 2,6 milhões em multas.
Ou seja, com a medida de Bim o Ibama não precisava mais fazer fiscalização de madereiros.
Na operação, Alexandre de Moraes determinou ainda a suspensão imediata da aplicação do despacho do presidente do Ibama.
O ministro do Meio Ambiente disse que a operação foi "excessiva" e desnecessária.

