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Ministro da Defesa propõe 'votação paralela' em cédula de papel

Ideia reforça discurso de Bolsonaro que questiona urna eletrônica

Ministro da Defesa propõe 'votação paralela' em cédula de papel Ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira (Foto: Reprodução/ Flickr Ministério da Defesa) Notícia do dia 14/07/2022

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, apresentou, durante audiência no Senado realizada nesta quinta-feira (14), uma proposta paralela de votação no pleito de outubro por meio do uso de cédulas de papel.

 

A proposta, justificada sob o argumento de que é preciso reforçar a “transparência do sistema eleitoral'', segue o tom das críticas e ataques feitos por Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral. Apesar das alegações de Bolsonaro e seus seguidores, nenhuma alegação de fraude ou falha foi comprovada ao sistema eletrônico de votação em uso há mais de 25 anos no Brasil. 

 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ao apresentar a proposta, o ministro da Defesa teria dito que votação adicional seria somente um “teste de integridade” das urnas eletrônicas em 2 de outubro, já que além da votação com cédulas de papel, haveria uma segunda urna eletrônica nas seções escolhidas. Ainda segundo ele, o “teste” acrescentaria uma outra fase no processo de fiscalização das eleições. 

 

Também presente na audiência no Senado, o chefe da equipe das Forças Armadas no grupo de Fiscalização do Processo Eleitoral, coronel do Exército Marcelo Nogueira de Sousa, explicou a ideia:

 

“Como seria esse teste? Urnas seriam escolhidas, só que em vez de levar para a sede do TRE, essa urna seria colocada em paralelo na seção eleitoral, onde teria eleitores com biometria. O eleitor faria sua votação e seria perguntado se ele gostaria de contribuir para testar a urna. Ao fazer isso, ele geraria um fluxo de registro na urna teste similar à urna original e, após isso, os servidores fariam votação em cédulas de papel e depois dessa votação em cédulas ela seria conferida com o boletim de urna”. 

 

Os questionamentos das Forças Armadas sobre o sistema eleitoral acontecem na esteira das tentativas do Planalto de colocar em dúvida o sistema eleitoral do Brasil e, desta forma, questionar o resultado do pleito presidencial caso Jair Bolsonaro não seja reeleito. Segundo todas as pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral e poderá ser eleito no primeiro turno.

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