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'Lockdown' no Pará inclui domésticas para trabalhar na pandemia

Alvo de críticas, decreto contraria MPT; primeiro caso de coronavírus no país foi em uma doméstica que pegou da patroa, que chegou de viagem

'Lockdown' no Pará inclui domésticas para trabalhar na pandemia Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho e governador do Pará, Helder Barbalho Notícia do dia 07/05/2020

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O governador Helder Barbalho (MDB) e o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (DEM) na berlinda. Os decretos estadual e municipal de ‘lockdown’ no Pará, apresentam um item polêmico que vai na contramão das recomendações do Ministério Público do Trabalho (MPT).

 

Os decretos incluem as domésticas a trabalhar na pandemia como serviços essenciais.

 

Governo diz que serviço garante assistência a idosos, pessoas com deficiência ou crianças. A decisão foi adotada somente no Pará.

 

Zenaldo justificou que “tem pessoas que precisam, pela necessidade de trabalho essencial, ter alguém em casa” e citou, como exemplo, os médicos, que precisam de “alguém que ajude em casa”.

 

Segundo o G1/Pará, 200 mil trabalhadores domésticos atuam na área.  O Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) informou que vai entrar na Justiça para derrubar a decisão.

 

A cantora paraense Gaby Amarantos detonou o prefeito. “Mulheres pretas e periféricas são quem carregam esse país nos braços. Chega, liberem as domésticas!”, publicou a artista.

 

O primeiro caso de coronavírus no Brasil foi de uma doméstica de 63 anos, que trabalhava no Alto Leblon, bairro nobre da zona sul do. A doméstica contraiu coronavírus da patroa, que retornou de viagem da Itália e não teve cuidado de preservar a trabalhadora.

 

 

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