Capital de Belém - Foto: Robson Dombrosky
Notícia do dia 06/08/2025
DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - Uma licitação de R$ 142 milhões, parte das obras para a COP30 em Belém, está sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de corrupção.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta o envolvimento do secretário de Obras Públicas do governo Helder Barbalho, ligado ao aliado do governador o deputado federal Antônio Doido (MDB-PA).
A informação foi divulgada ontem pelo site Metrópoles.
A petição enviada ao STF pelo procurador-geral Paulo Gonet, em fevereiro, detalha que há diversos elementos que reforçam a suspeita de corrupção de agentes públicos para viabilizar a entrega da obra à empresa vencedora. A investigação está a cargo da Polícia Federal, com relatoria do ministro Flávio Dino.
Em nota, o governo de Helder Barbalho afirmou que a concorrência investigada foi revogada em dezembro de 2024 "por razões estritamente técnicas".
O governo ressalta que, apesar de ter sido considerado nos estudos iniciais, o projeto não integrou o pacote final de obras da COP30, não estando, portanto, vinculado à conferência.
A suspeita sobre a obra surgiu em outubro de 2024, após a prisão em Belém de um policial militar e outras duas pessoas com R$ 5 milhões em dinheiro vivo. A prisão ocorreu após uma denúncia anônima.
Francisco de Assis Galhardo do Vale, tenente-coronel da PM do Pará, é apontado como coordenador de uma rede que realizava saques de dinheiro de contas de empresas que seriam controladas pelo deputado federal Antônio Doido.
Essas empresas, por sua vez, movimentaram R$ 1 bilhão em contratos com o governo e municípios do Pará.
