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Lama da Alcoa já fechou três nascentes de rio em Juruti Velho, diz comunidade

Mineradora improvisou barreira de contenção para evitar vazamento de lama com alguns pedaços de madeiras  

Lama da Alcoa já fechou três nascentes de rio em Juruti Velho, diz comunidade ama da Alcoa já fechou três nascentes de rio em Juruti Velho, diz comunidade do Jauari Notícia do dia 29/08/2022

Atualizada 30/08/2022 às 9h

DEAMAZÔNIA JURUTI, PA - O derramamento de lama da barragem da Alcoa, em Juruti, Oeste do Pará, já aterrou três nascentes de rios na comunidade do Jauari, em Juruti Velho.

 

Desde que ocorreu a erosão na barreira de contenção da mineradora em 2020, a Alcoa não providenciou nenhuma obra eficaz e com estrutura resistente que pudesse sanar o problema da lama, que atinge os igarapés da localidade.  

 

Este tema foi abordado pelos moradores do Jauari e a Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho ( Acorjuve ),] numa reunião virtual com o Ministério Público Federal, que correu no dia 27 de julho, deste ano. 

 

Segundo os moradores de Juruti Velho, para evitar que os igarapés ficassem enlameados e contaminados, a Alcoa construiu uma barreira improvisada com alguns pedaços de madeira, que não deu certo.

Contenção da barreira da Alcoa que sofreu erosão em 2020

 

A lama já degradou aproximadamente 6 hectares de terras destinada a plantações e os lagos estão impróprios para pesca, o que provoca lesão ao equilíbrio ambiental e a qualidade de vida da comunidade.   

 

O Ministério Público Federal do Pará intermedia um novo acordo entre Acorjuve, a comunidade do Jauari e a Alcoa após as famílias do local contestarem um estudo de impacto ambiental, feito pela mineradora, que tenta minimizar os danos causados a região.

 

O QUE DIZ A ALCOA

Após sete dias aguardando resposta da Alcoa sobre a reportagem, a empresa se posicionou somente hoje (30/8).

 

Em Nota a Alcoa nega que as operações estejam despejando lama e soterrando igarapés da comunidade do Jauari e nascente de rios, em Juruti Velho, conforme denuncia dos moradores ao MPF (Ministério Público Federal).

 

Segundo a Nota, em 2020 as fortes chuvas carrearam somente galhos e terra, ou seja, material orgânico e que para evitar maiores danos fez o recobrimento do local, com manta geotêxtil.

 

A Alcoa esclarece também que foi elaborado um plano de compensação socioambiental objetivando atender a comunidade do Jauari, que tem por objetivo diminuir os impactos, e que este estudo tem o acompanhamento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e do Ministério Público do Pará.

 

VEJA A NOTA, na íntegra:

  

Nota de Esclarecimento

A Alcoa vem recebendo novos questionamentos sobre o incidente na comunidade do Jauari e novamente buscamos esclarecer o ocorrido. Em dezembro de 2020, devido às fortes chuvas na região de Juruti Velho, foram carreados somente materiais orgânicos (galhos e terra) para apenas um igarapé da comunidade. Vale destacar que o incidente não tem relação com as operações do sistema de rejeitos da Alcoa, estes que não contém materiais químicos ou tóxicos. 

 

Como medida emergencial, à época, a Alcoa fez a estabilização da área atingida de imediato. Na sequência, com a participação da própria comunidade, fez a colocação de manta geotêxtil, paliçadas (estacas de varas) e a revegetação com espécies nativas, para promover o recobrimento do local. Seguimos, como de costume, com monitoramentos permanentes nas áreas.

 

A Alcoa vem realizando uma série de diálogos com a comunidade de Jauari, buscando ações mitigatórias para os impactos ambientais destes incidentes. Dentre estas, está o Plano de Recuperação da Área Degradada (PRAD), que conta com a participação ativa da comunidade. 

 

Além disso, também foi elaborado um plano de compensação socioambiental, que tem por objetivo diminuir os impactos causados na ocasião. Ele é baseado em estudos e análises de impacto ambiental conduzidos em conjunto com a comunidade e Alcoa, com supervisão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) no diálogo com os moradores.

 

A empresa também contratou estudos independentes de avaliação socioambiental, que contaram com a participação dos comunitários e que nortearam as ações de reparação e indenizações para a comunidade. Este também passa pela avaliação e aprovação da Semas e MP. 

 

Por fim, a Alcoa Juruti esclarece que não participou de reunião no dia 28 de julho deste ano envolvendo os órgãos e entidades citadas e, tampouco, tomou conhecimento dos assuntos tratados, mas ressalta que permanece aberta ao diálogo com a comunidade, poder público e instituições como sempre esteve durante todo o processo de atenção ao incidente ocorrido em 2020.

  

ALCOA.

 

 

 

 

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