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Juíza federal permite voo Manaus-Santarém da Azul, nesta quarta (22); Prefeitura vai recorrer

Prefeito quer impedir voo devido alto número de coronavírus em Manaus

Juíza federal permite voo Manaus-Santarém da Azul, nesta quarta (22); Prefeitura vai recorrer Aeroporto Maestro Wilson Fonseca, em Santarém, no oeste do Pará Notícia do dia 22/04/2020

DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - A  juíza federal plantonista, Lucyana Said Daibes Pereira, negou pedido feito pelo Prefeitura de Santarém, no Oeste do Pará, e decidiu no final da noite desta terça-feira (21/04), manter os voos da Azul Linhas Aéreas no trecho Manaus/AM-Santarém/PA, que serão retomados a partir desta quarta-feira (22), conforme anuncio feito pela companhia aérea.

 

Na decisão, a juíza federal em Santarém, determinou que o município e a Secretaria de Saúde do Estado (Sespa) instalem barreiras sanitárias no aeroporto Maestro Wilson Fonseca, para avaliação e monitoramento dos passageiros que desembarcarem. “Inclusive procedendo ao isolamento e quarentena nos casos suspeitos ou confirmados, bem como determinação compulsória de testes laboratoriais e exames médicos”, disse a magistrada, na sentença.

 

O prefeito de Santarém, Nélio Aguiar ( DEM), informou, por meio de sua assessoria de Imprensa, que vai recorrer da decisão.

 

A Prefeitura ajuizou uma ação, com pedido de urgência, na tarde desta terça (21), na Justiça Federal, entendendo que a população de Santarém e do estado do Pará ficariam vulneráveis à disseminação do novo coronavírus, justificando que o Amazonas entrou um colapso, em sua rede pública de saúde com mais de 2 mil casos da covid-19 e uma média de 100 enterros, diários, por causa da doença ( notificados e subnotificados). 

 

Após a sentença limintar a favor da companhia, a Prefeitura espera conseguir na manhã desta quarta-feira, 22, recurso para a suspensão dos efeitos da decisão da subseção da Justiça Federal em Santarém, para cancelar do voo da  Azul, agendado para as 11h45.

 

Os voos para Santarém haviam sido suspensos no final do mês de março, em razão da pandemia do novo coronavírus.

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