Equipe encontrou pelo menos cinco caixas cheias de fichas a serem lançadas (Foto: Divulgação/MPPA-PJ de Santarém)
Notícia do dia 08/09/2020
DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - Uma inspeção realizada por diretores técnicos da Epidemiologia do 9º Centro Regional de Saúde (CRS) da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), na Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa) e na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Santarém, oeste do Pará, nesta terça-feira (8/9), detectou pendências e atrasos de lançamentos das informações das fichas epidemiológicas, referentes a ocorrência de casos do novo coronavírus no município.
Será elaborado um relatório de inspeção pela Sespa sobre o que foi encontrado, mas foi identificado pela equipe que esteve no local pelo menos cinco caixas cheias de fichas a serem lançadas.

Envio pelo sistema de fichas preenchidas precisa de mais pessoas e equipamentos
(Foto: PJ de Santarém)
A inspeção foi acompanhada pelo promotor de Justiça Bruno Fernandes, designado pela Procuradoria-Geral para atuação na 8ª Promotoria de Santarém. Segundo ele, a Divisa ficou de contabilizar e indicar à Sespa a quantidade de fichas pendentes. Uma das propostas do 9º CRS, entre outras, é montar uma força tarefa para digitação das notificações pendentes.
Em reunião realizada no dia 4 de agosto, que contou também com a presença da promotora de Justiça Évelin Staevie dos Santos, o Ministério Público do Estado e os órgãos de saúde discutiram os problemas e soluções para as muitas falhas estruturais persistentes, pois as informações das fichas epidemiológicas estavam chegando atrasadas à Sespa, em especial em relação às áreas indígenas.

Atraso no envio gera subnotificação (Foto: PJ de Santarém)
Ocorria geralmente das informações serem encaminhadas por aplicativo de mensagens instantâneas, inseridas em planilhas e lançadas no Boletim, chegando após as fichas.
Essas dificuldades de preenchimento e lançamento das fichas no sistema geraram um aumento no número de casos de subnotificações.
"A sub-notificação dos casos que são registrados nos boletins epidemiológicos, geram distorção da análise de casos no Município de Santarém”, reforçou o promotor Bruno Freitas.
Nesse mesmo dia 4 também foram abordados o oferecimento de medicações, a climatização do Hospital de Campanha, o controle de testes rápidos, controle epidemiológico, entre outras questões referentes ao combate à pandemia.

