Helder Barbalho, governador do Pará (Foto: Marco Santos / Ag. Pará)
Notícia do dia 21/05/2020
DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O governador Helder Barbalho disse em reunião nesta quarta-feira (20/5), com secretários de Estado e representantes do setor produtivo, no Palácio dos Despachos, que até segunda-feira (25/5), irá decidir sobre a reabertura gradual do comércio não essencial, no estado. O Pará está em “lockdown” (bloqueio total), em 17 cidades, desde o dia 5 de maio, para conter o avanço da Covid-19.
“A reabertura das atividades será feita da mesma forma que foi realizado o fechamento: de forma gradual, por meio de decreto, baseada em orientações da Sespa, e depois de referendadas pelo inquérito epidemiológico que vamos começar a fazer a partir da segunda-feira que vem, dia 25 de maio”, afirmou Helder Barbalho.
O Pará registrou só nesta quarta-feira (20), 1.752 casos confirmados de Covid-19 e 224 mortes. Ao todo, o Pará tem 18.929 pessoas contaminadas e 1.778 óbitos pelo coronavírus.
O governador garantiu ainda que não haverá prolongamento do “lockdown” na Região Metropolitana de Belém (RMB) e que a retomada das atividades não essenciais deve ser feita de forma regionalizada, levando em consideração o perfil epidemiológico do avanço da Covid-19 e as medidas restritivas já adotadas.
“Na Região Metropolitana de Belém (RMB), provavelmente não haverá o prolongamento do lockdown, pois a doença chegou a um platô, e a tendência é o número se estabilizar e começar a cair”, disse o governador, adiantando que esse cenário só se confirma se a reabertura das atividades essenciais seguirem protocolos definidos no projeto “Retoma Pará”, e se os serviços essenciais, que continuam abertos, mantiverem os seus protocolos de segurança de funcionamento.
Segundo o governador todo o projeto foi elaborado pelas áreas econômicas e de saúde do governo, tendo como base as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), e com foco na preservação da vida.
O inquérito epidemiológico será por amostragem, em municípios que apresentaram maior número de casos, e como pretende testar cerca de 30 mil pessoas a Covid-19, por amostragem, nos moldes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), terá maior margem de segurança.
AUMENTO DE CASOS NO INTERIOR
O secretário de Saúde do Estado, Alberto Beltrame, ao lado de sua equipe técnica, apresentou, na abertura da reunião, o comportamento da Covid-19 no Estado do Pará, revelando a tendência do aumento do número de casos no interior do Estado e da necessidade de ampliação dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) nesses municípios.
“O retorno das atividades econômicas precisa ser gradual e com a convicção de que não há riscos de ocorrer uma segunda onda de contaminação nas regiões onde o pico já chegou ao platô e começou a declinar, assim como estarmos preparados para o avanço da doença no interior ”, disse Beltrame, titular da Sespa.
Ao todo, a rede pública do Pará tem em funcionamento 390 leitos exclusivos para UTI. Por isso, a solução para a questão está na ampliação do número para 600 ou o deslocamento de leitos de áreas, como a RMB, que passa pelo pico da doença, para outros municípios que ainda podem sofrer aumento do número de casos.
PROJETO “RETOMA PARÁ”
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adler Silveira, apresentou durante a reunião, o projeto “Retoma Pará”, que prevê a metodologia para a retomada responsável, garantida, controlada, monitorada e transparente das atividades não essenciais no Pará.
A partir das diretrizes, o governo receberá, até o dia 25 deste mês, sugestões de representantes dos setores produtivo, religioso e demais entes da sociedade para a definição de orientações para reabertura gradual.
“A reabertura está condicionada ao achatamento das curva, associada a questão da capacidade do sistema de saúde em absorver parte dessas pessoas que possam vir a contrair o coronavírus. A partir desse princípio, será definido a retomada a partir de protocolos de comportamento que nos traga a segurança necessária para que os setores da economia possam voltar a funcionar sem risco para a sociedade". Adler Silveira, secretário da Sedeme.

