Governador do Pará, Helder Barbalho, denunciou respiradores com defeito à Embaixada Chinesa
Notícia do dia 09/05/2020
DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O governador do Pará Helder Barbalho (MDB) disse neste sábado (9/5) que irá à Justiça, agir cível e criminalmente, contra a indústria chinesa que vendeu 400 respiradores - 152 deles com defeito - ao estado do Pará. Helder disse também que apresentou denúncia formal à Embaixada Chinesa no Brasil, pedindo providências.
Os equipamentos, segundo Helder, “se mostraram inadequados para uso em pacientes com Covid-19”.
“Agi junto à Embaixada Chinesa relatando o acontecido e pedindo providências para que dessem uma solução”, afirmou.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o governador publicou vídeo se disse indignado com a situação e contou que, para cobrar providências urgentes da empresa, se uniu a um conglomerado empresarial, que também comprou da mesma fábrica aparelhos com problemas, em uma videoconferência, nesta sexta-feira (8).
“Não admitiremos que o Estado seja lesado [...] Só temos um caminho: que a fábrica nos envie os 400 respiradores funcionando da forma como nós compramos. Fora disto, não tem outra alternativa que o estado do Pará esteja aceitando”, afirmou Helder Barbalho, em vídeo, na internet.
Ainda conforme o governador, a indústria disse que apresentará, nesta segunda-feira (11/5), às 20h (horário do Brasil), um protótipo com as exigências estabelecidas para adequar o que for necessário.
“Em face do tempo que perdemos, Governo do Estado já está buscando soluções que possam garantir com que os outros leitos continuem sendo abertos”, disse Helder, sem dar mais detalhes.
Helder Barbalho fez uma força tarefa para adquirir os respiradores da China. Ele conseguiu trazer os aparelhos num voo via África/Belém, com o objetivo de driblar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o presidente Jair Bolsonaro, que poderiam impedir a chegada dos equipamentos.
O estado comprou da China 400 respiradores no valor de R$ 50,4 milhões. Também foram adquiridos 1600 bombas de infusão, 400 monitores multiparamétricos e 400 oxímetros de pulso que totalizou o valor global de R$ 100 milhões.

