Operação SOS mira governador do Pará (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
Notícia do dia 29/09/2020
DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), é alvo de buscas da Polícia Federal em uma operação que investiga supostos desvios em contratos da saúde para a gestão de hospitais do estado.
Durante a ação foram presos Parsifal de Jesus Pontes [secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia], Antonio de Padua [Secretário Estadual de Transportes] e Leonardo Maia Nascimento [assessor de gabinete do governo].
A informação é do G1/Amazonas.
Segundo a PF, a investigação, batizada de S.O.S., mira 12 contratos firmados entre o governo do Pará e organizações sociais para administração de hospitais públicos do estado, inclusive os hospitais de campanha criados por conta da pandemia do coronavírus.
De acordo com o G1, a suspeita que os contratos, que somam R$ 1,2 bilhão, sejam irregulares, segundo o Ministério Público Federal.
Os crimes investigados são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Em nota, o governo do Pará disse que apoia qualquer investigação que busque proteger o dinheiro público.
A OPERAÇÃO
Foram expedidos 74 mandados de prisão, 12 deles pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e 62 pelas Varas de Birigui e Penápolis, cidades do interior de São Paulo, e 278 de buscas.
Os mandados do STJ foram pedidos pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo e expedidos pelo ministro Francisco Falcão.
Além dos 3 detidos, são alvos de mandados de prisão: Peter Cassol de Oliveira, ex-secretário-adjunto de gestão administrativa de Saúde; Nicolas André Tsontakis Morais; Nicholas André Silva Freire; Cleudson Garcia Montali; Regis Soares Pauletti; Adriano Fraga Troian; Gilberto Torres Alves Junior; Raphael Valle Coca Moralis; Edson Araújo Rodrigues; e Valdecir Lutz.
Além de Pará e São Paulo, há mandados cumpridos em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná. A Controladoria-Geral da União e o Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo participam da operação.

