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Helder aluga Hospital Santa Clara, em Belém, para casos leves de Covid-19

Objetivo é usar, integralmente, o hospital para atender somente pacientes diagnosticados com o novo Coronavírus, desafogando o fluxo em outras unidades de saúde

Helder aluga Hospital Santa Clara, em Belém, para casos leves de Covid-19 O governador Helder Barbalho (d), o secretário Alberto Beltrame e o representante do Hospital Santa Clara durante a inspeção às instalações (Foto: Foto: Bruno Cecim / Ag.Pará) Notícia do dia 27/03/2020

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - A rede pública de saúde do Estado ganhou o reforço de mais 70 novos leitos, depois de o governador Helder Barbalho assinar, nesta quinta-feira (26), o contrato de locação do Hospital Santa Clara, que funciona no bairro do Marco, em Belém. O governador e o secretário de Estado de Saúde Pública, Alberto Beltrame, fizeram uma visita técnica às instalações da unidade, que está sendo reativada após passar por readequações. O Hospital Santa Clara é da rede particular, e ficou fechado após notificação da vigilância sanitária.

 

O objetivo desta locação é usar, integralmente, o hospital para atender somente pacientes diagnosticados com o novo Coronavírus, desafogando o fluxo de pacientes que precisarão de atendimento em unidades de referência, como os 11 hospitais regionais, a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Universitário João de Barros Barreto e outras unidades da rede particular que disponibilizaram leitos.

 

“O paciente que está com baixa complexidade e foi atendido num hospital de referência será encaminhado para o ‘Santa Clara’. Por exemplo, aquele que já passou pelo tratamento semi-intensivo e precisa ir para um apartamento, um leito sem necessidade de maior intensividade, vai para o ‘Santa Clara’. Tudo isso é um reforço preventivo”, esclareceu o governador.

 

A iniciativa do governo deixará um legado importante, após o período de enfrentamento à Covid-19, para a saúde do Estado, pois o contrato continuará em vigor mesmo após o término da pandemia no Pará. O perfil de atendimento do novo hospital ainda será definido, mas deve ser voltado para pediatria.

 

Parcerias

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) recebeu, por meio de uma parceria com a empresa Natura, doações de materiais de higiene e proteção. Foram entregues e serão distribuídos pela Cruz Vermelha 3 mil sabonetes doados pela Natura. O Estado recebeu também 2.500 macacões impermeáveis da empresa Jari Celulose, que serão logo entregues aos hospitais para proteção dos profissionais de saúde.

 

 

Ainda dentro das ações de proteção, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), por meio da Fábrica Esperança, que integra o programa de ressocialização de egressos do sistema prisional, produzirá 10 mil máscaras por dia. O material será usado por trabalhadores das áreas de saúde e segurança.

 

Boletim atualizado

No Pará, subiu para 13 o número de pessoas infectadas com o novo Coronavírus nesta quinta-feira. Em isolamento domiciliar, todos apresentam um quadro de saúde estável. Segundo o boletim divulgado pela Sespa, de ontem (25) para hoje (26) foram confirmados mais seis casos.

 

Os dados atuais mostram que quatro municípios são focos de contágio: Belém (com sete pacientes), Ananindeua (4) e Castanhal (1), todos na Região Metropolitana de Belém, e Itaituba (1), no sudoeste paraense.

Helder Barbalho e o representante da Jari Celulose na entrega dos macacões para 
profissionais de saúde (Foto: Bruno Cecim / Ag.Pará)

 

Os dois casos no interior do Estado foram importados de Fortaleza (Ceará) e da Europa: Uma mulher de 24 anos, moradora de Itaituba, e outra de 47 anos, residente em Castanhal. Até hoje, são 13 confirmados, 441 descartados e 97 em análise.

 

Fiscalização fluvial

Helder Barbalho informou que o Pará também está reforçando a fiscalização nas divisas e rios, por meio do Grupamento Aéreo (Graesp), para evitar descumprimento do decreto estadual que proíbe o transporte interestadual de passageiros.

 

“Vamos usar uma aeronave modelo Caravan e um helicóptero para monitorar as fronteiras, porque tivemos informações de que na região oeste do Estado embarcações vindas do Amazonas estariam descumprindo o decreto que determina a proibição de transporte coletivo de passageiros de outros estados para dentro do Pará”, disse Helder Barbalho.

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