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Governo Federal lança em Belém o Plano Safra da Agricultura Familiar

No Pará serão destinados mais de R$ 1,6 bilhão; o Plano avança com a inclusão de indígenas e quilombolas na linha de crédito Pronaf A

Governo Federal lança em Belém o Plano Safra da Agricultura Familiar O Plano Safra foi lançado em Belém, durante o evento "Diálogos Amazônicos". (Foto: Marcos Santos/Agência Pará) Notícia do dia 07/08/2023

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024, foi lançado em Belém, no Pará durante a programação do “Diálogos Amazônicos”, neste sábado (5). O Governo Federal destinou para todos os estados R$ 77 bilhões, para serem empregados em ações para fortalecer a agricultura familiar. O Pará deve receber R$ 1.631.443.450,53 em investimentos.

 

Entre os objetivos do Plano Safra está o aumento da produtividade no campo, a promoção da transição agroecológica e o incentivo à produção de alimentos saudáveis para as famílias brasileiras.

 

Participaram do evento o governador Helder Barbalho, o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Cássio Pereira, e outras autoridades participaram da cerimônia, ao lado do ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

 

“A oportunidade de crédito fortalece a agricultura familiar, estimulando produções sustentáveis. E aqui, o desafio é, além da oferta de crédito, desburocratizar para que o produtor rural possa efetivamente garantir que esses recursos sejam revestidos em produção. Com oferta de produção, reduz o preço na mesa do consumidor e todos saem ganhando”, enfatizou Helder Barbalho.

 

Recursos

Para crédito rural, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) terá R$ 71,6 bilhões, um aumento de 34% em relação à última safra. Desse total, o Ministério prevê que R$ 5,5 bilhões sejam contratados por agricultores da região Norte.

 

“É recurso para crédito, assistência técnica e agroindústria. É um momento muito importante. O que significa esse recurso? Significa oportunidade para os agricultores familiares produzirem mais, produzirem alimentos saudáveis, e isso reflete na possibilidade da gente enfrentar a fome. É um benefício social e econômico para o Estado do Pará”, acrescentou o secretário Cássio Pereira.

 

Foto: Marco Santos / Ag. Pará

 

Assistência

Visando contribuir para desburocratizar o acesso à assistência técnica, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará, e às linhas de crédito, o governador Helder Barbalho ofereceu as 139 agências físicas do Banco do Estado do Pará (Banpará) para agilizar a operação do Pronaf.

 

“Para que tenha capilaridade nos 144 municípios. para que o produtor não precise se deslocar por horas atrás de uma agência, seja do Banco do Brasil, seja da Caixa Econômica, para ter acesso ao Pronaf. E até o final deste ano nós vamos ter agência do Banpará nos 144 municípios do Estado, pra receber, intermediar e facilitar o crédito”, garantiu o governador.

 

Novas iniciativas

Entre as novidades do Plano Safra está a inclusão de quilombolas e indígenas como beneficiários do Pronaf A.

 

Outra medida inclui as taxas de juros para quem produz alimentos, como arroz, feijão, mandioca, tomate, leite e ovos, que caíram de 5% para 4% ao ano. O objetivo é contribuir com a segurança alimentar da população, ao estimular a produção de alimentos essenciais. Além disso, as alíquotas do Proagro Mais (seguro agrícola) caíram 50% para a produção de alimentos.

 

Foto: David Alves / Ag.Pará

 

Crédito para mulheres

A nova faixa na linha Pronaf Mulher, com limite de financiamento de até R$ 25 mil por ano e taxa de juros de 4% ao ano, é destinada às agricultoras com renda anual de até R$ 100 mil. No caso do Pronaf B, o limite do financiamento dobra, chegando a R$ 12 mil. As quilombolas e assentadas da reforma agrária tiveram aumento no rebate (desconto) no Fomento Mulher, modalidade do crédito instalação, de 80% para 90%.

 

Os agricultores familiares que optarem pela produção sustentável de alimentos, com ênfase em orgânicos, produtos da sociobiodiversidade, bioeconomia ou agroecologia, contam com mais incentivos, a juros de 3% ao ano no custeio, e 4% no investimento.

 

Foto: David Alves / Ag.Pará

 

“Estamos fazendo um trabalho conjunto para fortalecer os agricultores familiares. Gostaria de destacar que estamos trabalhando para desamarrar tudo o que estava amarrado. Também vamos fazer um convênio com o Banpará para dar capilaridade à distribuição do nosso Plano Safra. A ordem é desburocratizar e resolver todos os problemas, para que os bancos recebam todos os agricultores familiares”, afirmou o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

 

“Esse Plano Safra é nosso, é da gente. Pensar e construir já o próximo plano é o nosso grande desafio, porque nós temos aqui, na Amazônia, um custo amazônico. Olhar para este plano é olhar também para os desafios que precisam ser compreendidos neste território. Estou feliz pelos diálogos que estão sendo construídos, e destaco que consigo enxergar todos os eixos apresentados pelos nossos movimentos neste plano”, disse Vânia Marques Pinto, secretária de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

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