(Foto: Divulgação)
Notícia do dia 30/06/2020
DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O Governo do Pará, por meio da Universidade do Estado do Pará (Uepa) e Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em parceria com o Instituto Acertar, iniciou nesta terça-feira (30/6) uma ampla pesquisa epidemiológica em 52 municípios de todas as regiões do Estado. Serão realizados 27 mil testes de covid-19, para uma avaliação real do índice de contaminação da população.
O governador Helder Barbalho (MDB), disse em vídeo que o levantamento será feito por alunos pesquisadores da Uepa, em três rodadas, cada uma com 9 mil testes rápidos.
O levantamento inicia por Belém e Ananindeua e segue, na próxima segunda-feira (6/7), para outros 50 municípios do Pará.
“Os alunos da Uepa estarão indo até seu domicílio, fazendo a entrevista, mas além da entrevista, para saber se a pessoa já teve sintomas, será feita a testagem”, afirmou Helder, em vídeo.
Os estudantes foram mobilizados para a ação e fizeram nesta segunda-feira (29) o treinamento, com profissionais da Sespa, para coletar com a população informações e realizar testes rápidos para análise do período pós-infecção. Dados como classe social, nível de instrução, acesso ao sistema de saúde e a saneamento básico serão coletados e analisados pelos pesquisadores.
Amanhã iniciaremos uma ampla pesquisa epidemiológica em 52 municípios de todas as regiões do Estado. Serão realizados 27 mil testes de covid-19 para que tenhamos o panorama da população que já teve contato com o vírus. pic.twitter.com/onZcjqigFm
— Helder Barbalho (@helderbarbalho) June 29, 2020
Mostra estratificada
O vice-reitor da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Clay Chagas explicou que a metodologia para o levantamento epidemiológico adotará o recorte espacial de setor censitário, método similar ao usado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O recorte espacial será por setor censitário, ou seja, a cada setor faremos 10 entrevistas e 10 testes. Queremos ter pessoas de todas as faixas etárias, dos 12 anos até acima de 60 anos. Isso nos dará uma mostra estratificada da faixa etária na capital, por exemplo”, informou o vice-reitor da Uepa.
Ainda segundo Clay Chagas, o levantamento não será feito em todos os bairros, mas por setor. “Queremos ter uma amostragem de 10 pontos por setor censitário, ouvindo no mínimo, em entrevista, uma pessoa de cada faixa etária, que pode ser homem ou mulher, considerando as faixas etárias de 12 a 17 anos, 18 a 24, 25 a 34, 35 a 44, 45 a 50 e acima dos 60 anos. Isso nos possibilitará uma visão geral por faixa etária e de distribuição por sexo”, acrescentou.

