570 crianças morreram desnutridas entre 2019 a 2022, em terras Yanomami
Notícia do dia 24/01/2023
DEAMAZÔNIA BOA VISTA, RR - O governo Bolsonaro ignorou 21 pedidos formais de ajuda ao povo Yanomami, em Roraima. O levantamento foi feito pelo site The Intercept Brasil.
Reportagem de agosto de 2022 do The Intercept revelou que os ofícios foram encaminhados pela Hutukara Associação Yanomami a Funai, Exército, Polícia Federal e Ministério Público Federal que alertava para os conflitos com indígenas por causa do avanço da atividade garimpeira e que a situação ganharia 'proporção de genocídio'.
Entre 2019 a 2022, nos quatro anos do governo Bolsonaro, 570 crianças morreram por contaminação de mercúrio, desnutrição e fome.
A informação foi divulgada na sexta-feira (20/1) pelo Ministério dos Povos Indígenas. Somente no ano passado foram 99 óbitos de crianças Yanomami, que tinham idade entre 1 a 4 anos.
É muito triste saber que indígenas, sobretudo 570 crianças Yanomami, morreram de fome durante o último Governo. O Ministério dos Povos Indígenas tomará medidas urgentes em torno desta crise humanitária imposta contra nossos povos.#SOSYanomami #LutaPelaVida
— Sonia Guajajara (@GuajajaraSonia) January 20, 2023
Na denuncia da Associação Yanomami dizia que 20 mil garimpeiros tinham invadido Roraima, em especial as terras indigenas. Em novembro de 2020, enquanto os indígenas denunciavam a invasão dos garimpeiros, Bolsonaro questionava as demarcações.
Profissionais de saúde também denunciaram a Sesai ( Secretaria de Saúde Indigena) a falta de remédios e de médicos, mas também foram ignorados. A pasta foi comandada pelo coronel do Exército Robson Santos da Silva, que foi substituido em abril de 2022, pelo também coronel da corporação, Reginaldo Ramos Machado.

