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Exército abandona operação contra desmatamento no Pará e deixa fiscais do Ibama na mão

Fiscalização se preparava para flagrante em 15 serrarias em Uruará; comandada pelo vice Hamilton Mourão operação não investiu nem 1% do orçamento prometido para proteger a Amazônia

Exército abandona operação contra desmatamento no Pará e deixa fiscais do Ibama na mão Operação operação militar Verde Brasil 2 foi suspensa com saída do Exército ( blog Uruará em Foco Notícia do dia 08/07/2020

DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - Uruará, Oeste do Pará, cortada pela Transamazônica, município próximo a Santarém e Altamira,  tem a presença forte de madeiras ilegais devastando a floresta.

 

Desde o dia 16 de junho que o Exército, Polícia Federal, Força Nacional e Ibama deflagram operação conjunta ‘Cachoeira’ contra garimpeiros, grileiros e madeireiros.

 

A operação, comanda pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão,  teve a súbita saída do Exército, justamente quando a fiscalização se preparava para dar o flagrante em 15 serrarias, informa o Estadão, em reportagem assinada por André Borges.

 

“Foi constatado que as empresas que ainda faltam ser fiscalizadas, em torno de 15, estão aproveitando esta suspensão das atividades para desmontarem os equipamentos [...] corre‐se o risco de, na retomada das ações, não se encontrar mais os maquinários que são o alvo principal da ação”, afirmam os agentes, em documento. 

 

Em junho, fiscais do Ibama foram alvo de ataques de criminosos que atuam na extração de madeira ilegal.

 

O Ministério Público Federal, que já ingressou com várias ações na Justiça, suspeita que a Prefeitura de Uruará dá proteção aos madeireiros. A Prefeitura pediu que a Justiça Federal de Santarém interrompesse a operação contra crimes ambientais na Terra Indígena Cachoeira Seca. O MPF foi contra.

 

Ainda de acordo com a Reportagem do Estadão,  a operação militar Verde Brasil 2 comandada por Mourão investiu somente 0,7%, do seu orçamento que era de R$  60 milhões anunciados.

 

Na pandemia, a Amazônia bate recordes em desmatamentos. E o Pará é um dos principais alvos.

LEIA a reportagem completa aqui no ESTADÃO

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